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sábado, 14 de maio de 2016


Há 35 anos, na tarde de 13 de maio de 1981, Festa de Nossa Senhora de Fátima, João Paulo II era atingido na Praça São Pedro por dois tiros disparados por Ali A?ca. Para Wojtyla, foi a mão de Maria que o protegeu. A bala que perfurou seu tórax e que deveria matá-lo está agora na coroa da Virgem de Fátima.
Como de costume, por ocasião das Audiência Gerais, João Paulo II estava em pé no papamóvel, saudando e abençoando os peregrinos. Logo a seguir, deveria anunciar a criação do Pontifício Conselho para a Família. Às 17h17 dois estampidos ensurdecedores ecoaram na Praça São Pedro. O Santo Padre cai, sendo amparado pelo seu Secretário, Padre Stanislaw Dziwisz. Os fiéis ficam aterrorizados, choram, se ajoelham, rezam o terço. Uma comoção que o locutor da Rádio Vaticano, Benedetto Nardacci, que transmitia a Audiência, não conseguiu esconder:
“A multidão está toda em pé….A multidão está toda em pé; não comenta a cena trágica que assistiram. Estão quase todos em silêncio, aguardam notícias (…) O Santo Padre foi evidentemente, certamente atingido. Foi certamente atingido, o vimos deitado no carro descoberto que entrou em alta velocidade dentro do Vaticano. Pela primeira vez se fala de terrorismo também no Vaticano. Se fala de terrorismo em uma cidade da qual sempre partiram mensagens de amor, mensagens de concórdia, mensagens de pacificação”.
São momento agitados, confusos. Na Praça silenciosa se propagam notícias contrastantes sobre a identidade do atentador, sobre o número de disparos e sobretudo sobre a gravidade dos ferimentos. Ouve-se o barulho de uma sirene, uma ambulância. Poucos minutos depois o então Diretor da Rádio Vaticano, Padre Roberto Tucci, se junta a Nardacci na Praça São Pedro:
“Padre Tucci, dos microfones da Rádio Vaticano, na Praça São Pedro. Não se sabe ainda a gravidade da ferida. Às 17h29 vi uma ambulância sair da entrada da Porta Sant’Anna em alta velocidade. Me foi informado – mas não posso assegurar que a notícia corresponda à verdade – que a ambulância que levava o Santo Padre, se dirigiu ao Hospital Gemelli”.
Uma viagem, do Vaticano ao Gemelli, que durou 15 minutos, 15 intermináveis minutos. O médico pessoal do Papa, Renato Buzzonetti, recorda que Wojtyla “rezou ininterruptamente em língua polonesa: ‘Meu Jesus. Minha Mãe’”. A cirurgia é longa, complicada. Karol Wojtyla perdeu muito sangue, os tiros atingiram diversos órgãos, sobretudo os intestinos. Os médicos que operam o Papa, percebem que a bala seguiu por uma trajetória anômala. Um desvio de poucos milímetros e João Paulo II não teria tido nenhuma chance. Durante a cirurgia no terceiro andar do Hospital Gemelli, o tempo parece ter parado. Jornalistas de todo o mundo aguardam com apreensão o resultado da operação:
“A operação do Papa foi concluída após quatro horas e 20 minutos”, anuncia ao vivo o canal estadunidense ABC, que acrescenta: “A Rádio Vaticano informou que as condições do Papa não são graves”.
Milhões de fiéis que em todo o mundo, em especial na Polônia, estavam em oração, podem dar um suspiro de alívio. Ao mesmo tempo, a polícia italiana interroga o atentador, o jovem extremista turco Ali A?ca, a quem o Papa se dirige no primeiro Regina Coeli depois do atentado. É 17 de maio de 1981, o Papa fala de seu leito no Policlínico Gemelli:
“Agradeço a vocês comovido pelas orações e abençoo a todos (…) Rezo pelo irmão que atirou em mim, o qual perdoo com sinceridade (…) A ti Maria repito: “Totus tuus ego sum””.
A entrega a Maria e o perdão: duas dimensões já fortemente presentes na vida e no Magistério de João Paulo II, e que a partir daquele momento tornam-se uma unidade com a figura e o testemunho de Karol Wojtyla. Aquele perdão que pronunciou com voz debilitada pouco depois do atentado, João Paulo II o leva pessoalmente no Natal de 1983 ao “irmão que o atingiu”, na Prisão romana de Rebibbia. Já em 13 de maio de 1982, exatamente um ano após o atentado, o Papa visita o Santuário de Fátima para agradecer a Nossa Senhora, que o salvou. João Paulo II não tem dúvidas: foi a mão de Maria que “guiou a trajetória da bala e o Papa agonizante parou exatamente no limiar da morte”.
“Totus Tuus Maria”, “Todo teu, Maria”. O lema no brasão episcopal. Uma confiança total que Wojtyla repetirá até os últimos instantes da sua vida terrena: “Em ti confio e te declaro novamente: Totus tuus, Maria! Totus tuus! Amém!”.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016


1 - Antes de ser ordenado padre, Karol foi ator de teatro e jogador de futebol. Também trabalho numa indústria química e numa mina. Apaixonado por teatro, mesmo quando não participava de algumas peças, fazia questão de acompanhar os ensaios. Em uma ocasião, quando um dos atores desistiu de uma apresentação em cima da hora, o jovem Karol se ofereceu para substituí-lo, afinal já sabia todas as falas. Assim, salvou um grupo inteiro do fiasco que a apresentação poderia ter sido.
2 - Praticou durante muito tempo montanhismo, remo e esqui. O esqui era o seu esporte predileto e continuou praticando o esporte até quando já tinha 73 anos de idade.
 3 - Ao escolher o nome de João Paulo II, o novo papa Karol Wojtyla foi o primeiro papa a escolher o mesmo nome de seus dois antecessores: Paulo VI e João João Paulo I. Karol foi eleito papa depois de um dos mais rápidos papados da história da Igreja Católica Apostólica Romana. Seu antecessor, João Paulo I, ocupou o trono de São Pedro por somente um mês. Seu pontificado durou 27 anos, sendo um dos mais longos da história. Consta que os únicos papas que tiveram pontificado mais duradouro foram Pio IX (31 anos) e São Pedro (34 anos).
Foto de: Arquivo
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João Paulo II na mesquita com o 
infiel Grão-Mufti Ahmad Kuftaro
4 - João Paulo II foi o primeiro papa a rezar em uma mesquita.
5 - Além do polonês e italiano, João Paulo II sabia falar fluentemente inglês, espanhol, francês, português, alemão, russo, ucraniano, grego e latim. Chegou a fazer pronunciamentos em quase 90 línguas.
6 - João Paulo II foi um dos líderes que mais viajou na história, visitando cerca de 130 países e mais de mil cidades. Contados os dias, foi como se tivesse ficado fora do Vaticano durante dois anos e três meses. Estima-se que ele tenha percorrido mais de 1,2 milhão de km ao longo dos anos. É basicamente o mesmo que ir e voltar da Lua três vezes!
Foto de: Divulgação
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Papa JOão Paulo II em Nova York, 
EUA-1979
7 - Escreveu 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas, 46 cartas apostólicas. Se tudo o que foi escrito por Karol fosse reunido em volumes, existiria o equivalente a 20 bíblias. Durante seu pontificado, escreveu em média 3 mil páginas por ano.

 

8 - Beatificou 1.340 pessoas e canonizou mais de 450 santos, uma quantidade maior que todos os seus predecessores nos cinco séculos passados. Uma vez, durante uma entrevista, João Paulo II falou sobre o dia mais feliz da sua vida: foi quando canonizou a irmã Faustina como a primeira santa do novo milênio.
9 - Se encontrou com 17,5 milhões de pessoas em 1.164 audiências semanais. Durante o seu papado, mais de mil chefes de Estado e de Governo passaram pelo Vaticano. Foi a pessoa mais vista da história da humanidade – estima-se que pelo menos 500 milhões de pessoas já tenham visto João Paulo II de pertinho.
Foto de: CDM - Santuário Nacional
Papa JP2 no Santuario Nacional_arquivo_CDM
João Paulo II em Aparecida (SP), 1980
10 - Ao todo, João Paulo II realizou quatro visitas ao Brasil. A primeira visita ocorreu em 1980 quando participou do Congresso Eucarístico Nacional, beatificou José de Anchieta e esteve em Aparecida para consagrar solenemente o Santuário Nacional. Em 1991 na segunda visita João Paulo II foi a Salvador visitar Irmã Dulce e também beatificou Madre Paulina. Na sua terceira passagem pelo Brasil em 1997, a visita realizou-se por ocasião do II Encontro Mundial com as Famílias, realizado na cidade do Rio de Janeiro.
11 - A recente beatificação de João Paulo II foi um evento sem precedentes, uma vez que nos últimos mil anos da história da Igreja Católica nenhum papa beatificou seu antecessor.
Foto de: Observatório Romano
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Bento XVI beija relíquia durante 
cerimônia de beatificação 
de João Paulo II 
A beatificação de João Paulo II ocorreu no Vaticano em maio de 2011 numa cerimônia comandada por Bento XVI diante de uma multidão de um milhão de pessoas, poloneses na maioria.
Um dado curioso sobre a beatificação: foi a primeira cerimônia do tipo na história transmitida ao vivo pelo YouTube.
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domingo, 3 de abril de 2016


Amigo de Deus e amigo dos homens, o jovem Karol Wojtyla, nunca poderia supor o que Deus lhe reservava pela frente; certamente não tinha idéia de onde os seus passos o levariam. A cada “sim!” dado a Deus, se construía um santo.
Na sua vida, os caminhos da providência de Deus sempre se apresentaram de forma adiantada. Já sendo, aos 20 anos, orfão de pai e mãe, aos 21 entra para o seminário; é ordenado antes dos 30, e sagrado bispo com 38 anos.  Após 4 anos, é escolhido como administrador temporário da Arquidiocese de Cracóvia e participa do Concílio Vaticano II, no mesmo ano, dando importantes contribuições para os documentos:  Dignitatis Humanae e Gaudium et Spes.
Vinte anos depois de ser ordenado ao episcopado, é eleito papa e escolhe para si o nome de seu antecessor, João Paulo. Assim, dá prosseguimento a vida de um dos homens mais impactantes da história moderna: o Papa João Paulo II.
Durante o seu papado, obteve diversos “recordes”, dentre eles o número de visitas a países (129 países), número de canonizações e beatificações (maior que todos os seus antecessores juntos), encontros com presidentes e chefes de estado,etc…Entorno de si reunia multidões, inclusive algumas das maiores de conglomeração de pessoas foram registradas em encontros com o então Papa.
Com o avançar da doença de Parkinson, com a qual conviveu por mais de uma década com vigor esperança e testemunho de fortaleza de espírito.  Com um quadro agravado por uma infecção nos últimos dias de vida, no sábado, 2 de abril de 2005, em torno das 15h30min (no Vaticano), João Paulo II falou em polaco suas palavras finais, “pozwólcie mi odejść do domu Ojca”,“Deixe-me partir para a casa do Pai”, para seus assessores. Ele morreu em seu apartamento privado, às 21:37.
Beatificado em 1º de maio de 2011 e canonizado 27 de abril de 2014, São João Paulo II continua sendo grande testemunho de santidade, oração, obediência a Deus; Homem apaixonado por Deus, pela vida, por toda a criação. Hoje, fazendo memória de sua páscoa, na véspera da Festa da Misericórdia, fazemos nossas às palavras do então cardeal Joseph Ratzinger, nas exéquias do Papa João Paulo II:
“Podemos ter a certeza de que o nosso amado Papa agora está na janela da casa do Pai, vê-nos e abençoa-nos. Sim, abençoe-nos, Santo Padre. Nós confiamos a tua amada alma à Mãe de Deus, tua Mãe, que te guiou todos os dias e te guiará agora à glória eterna do Seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor”
São João Paulo II, rogai por nós!

Fonte: Na nuvem
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