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sábado, 23 de abril de 2016


O chamado “santo guerreiro”, um grande defensor e testemunha da fé cristã. Este foi São Jorge, cuja festa é celebrada neste dia 23 de abril. A grande devoção dedicada a este santo foi recordada pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, em artigo no qual convida os fiéis a pedirem “Que São Jorge nos ensine a dialogar permanentemente na defesa de nossa fé e na construção da paz”.
Padroeiro do estado do Rio de Janeiro, São Jorge é muito devotado não apenas entre esta população, mas em todo o Brasil e vários outros países. Há poucas informações sobre sua história, mas, conforme indica Dom Orani, “o carinho de seus devotos acrescentou elogios em sua vida, dando algumas características daquilo que o coração fala e admira, embora nem sempre corresponda a fatos históricos”.
Filho de pais cristãos, Jorge de Anecii viveu no século III, quando Diocleciano era imperador de Roma. Nasceu na antiga Capadócia, que atualmente pertence à Turquia, e ainda criança se converteu a Cristo, “quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal”.
Após a morte de seu pai, mudou-se com sua mãe para a Palestina, ingressou no serviço militar e “distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre”. Assim, logo foi promovido a capitão do exército romano e ainda recebeu o título de Conde. “Com a idade de 23 anos, passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções”, indica o Cardeal.
Entretanto, “nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos”, o que não intimidou Jorge. “No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião, declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses”.
Nesta ocasião, Jorge se manteve “com grande coragem” e firme em “sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens”.
Um cônsul, então, o questionou sobre a origem de tal ousadia, ao que respondeu que era por causa da verdade.
“O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: ‘o que é a verdade?’. Jorge respondeu: ‘A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e n’Ele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade’”.
Diante disso, o Imperador tentou fazer com que Jorge desistisse de sua fé, submetendo-lhe à várias torturas. Mas, nada disso o fez negar sua fé.
“A fé deste servo de Deus era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-Lo como Senhor, por intermédio do testemunho e da pregação do jovem soldado romano”, conta o Arcebispo.
Jorge, então, foi degolado em 23 de abril de 303, por ordem de Diocleciano. “Logo, a devoção a ‘São’ Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições aimagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente”.
“A imagem de São Jorge – explica Dom Orani – é representada por um jovem vestido com uma armadura, sentado em um cavalo branco com uma lança atravessando o dragão, pois o santo é imortalizado no ‘conto’ em que mata um dragão”.
Seus restos mortais “foram transladados para Lida (ou Lod, antiga Dióspolis), que é uma cidade da região da atual Israel e foi onde teria residido sua mãe”. Mais tarde, neste local o “imperador cristão Constantino mandou erguer um suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente”.
Sua devoção se espalhou e o santo se tornou patrono “da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Aragão, Lituânia, da cidade de Moscou e de muitos outros locais e entidades”.
Neste dia de São Jorge, o Cardeal Tempesta exorta a que “contemplemos a todos com os olhos da fé e oremos para que todos busquem a vida nova em Cristo”.
“Ao olhar para São Jorge – anima – possamos, a exemplo dele, lutar contra o dragão do mal para sermos vencedores nesta batalha contra os questionamentos da nossa fé”.
“Que com a mesma coragem professemos esta nossa fé neste tempo de tantas questões e problemas, e que, com o coração aberto, vivamos como irmãos e irmãs que em Cristo se amam”, completa.
Por fim, pede “pela paz em nossa amada cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e em nosso Estado.

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quinta-feira, 14 de abril de 2016


Eventos serão realizados no Rio de Janeiro

Arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 12 de abril, falou sobre as Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016, que irão ocorrer este ano, no Brasil.

O cardeal afirmou que o Rio de Janeiro já tem uma tradição esportiva, uma ligação com o esporte. “Quando o Rio foi escolhido para ser a sede das Olimpíadas, nós tivemos a oportunidade de receber as bandeiras olímpicas e paraolímpicas, lá no Cristo Redentor e, pela primeira vez, um papa (o papa Francisco) abençoou as duas bandeiras”, enfatizou. Além disso, lembrou da atuação da Pastoral do Esporte na arquidiocese. 

Sobre a importância que a Igreja dá ao esporte, dom Orani recordou que há dois conselhos pontifícios que tratam sobre o assunto, o Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Cultura. Recordou que São Pio X abriu as portas da Igreja para o mundo do esporte e que o papa Francisco não só tem falado, como tem recebido atletas. 

Vila Olímpica

Segundo o arcebispo, na Vila Olímpica, local que servirá de abrigo aos atletas no Rio de Janeiro, será feita uma “capelania” inter-religiosa, onde todas as religiões terão seu espaço. “Um padre da nossa arquidiocese está sendo nomeado como capelão para coordenar todos os trabalhos inter-religiosos da Vila Olímpica. Nós teremos essa responsabilidade”, informou.

O cardeal comunicou, ainda, que nas igrejas próximas à Vila Olímpica, as pessoas serão acolhidas e haverá celebrações em diferentes idiomas, bem como panfletos com orientações para os turistas. 

De acordo com o cardeal, algumas entidades internacionais, como a Adveniat e a Misereor, procuraram a Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) para fazer parceria, promoção e orientação, principalmente para estimular os jovens nos momentos olímpicos, e desenvolver projetos sociais nas comunidades mais carentes. 

Dom Orani também falou sobre duas iniciativas, "100 dias de paz" e "Rio se Move". “Teremos a promoção dos 100 dias de paz, quando 50 dias antes e 50 dias depois das Olimpíadas, nós preparamos as pessoas para sentir este sentimento tão verdadeiro, que é a paz”, explicou. 

A segunda ação, "Rio se Move", realizada pela Igreja junto ao povo,  segundo o arcebispo, promove integridade na cidade, no esporte e no lazer.  “Isso é um pouco da presença da Igreja em um evento tão grande como esse”, finalizou.

Fonte:Arquidiocese do Rio de Janeiro
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quarta-feira, 6 de abril de 2016


04/04/2016
A solenidade da Anunciação do Senhor é a celebração do grande mistério cristão da Encarnação do Verbo de Deus. A data de 25 de março está em função do Nascimento de Jesus, que é celebrado exatamente nove meses depois. Mas, como este ano o dia 25 caiu na Sexta-feira Santa, a Igreja transferiu a solenidade para depois das festas pascais, ou seja, dia 4 de abril, segunda-feira após o Domingo da Misericórdia.  A catequese sempre fez coincidir a Anunciação e a Encarnação. Estes mistérios começaram a ser celebrados liturgicamente, provavelmente depois da edificação da basílica constantiniana sobre a casa de Maria, em Nazaré, no século IV. A celebração no Oriente e no Ocidente data do século VII. Durante séculos, esta solenidade teve, sobretudo, caráter mariano. Mas o Beato Paulo VI, após o Concílio Vaticano II, devolveu-lhe o título de “Anunciação do Senhor”, repondo o seu caráter predominantemente cristológico. Em síntese, trata-se de uma “celebração (que) era e é festa de Cristo e da Virgem: do Verbo que se torna filho de Maria, e da Virgem que se torna Mãe de Deus”. (Marialis cultus 6).
Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino, que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço. Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que, na origem do mundo, cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’! Não temas, Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem’? Respondeu-lhe o anjo: ‘O Espírito Santo descerá sobre ti’. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’” (cf. Lc 1,26-38).
Esse é o dia de proclamarmos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de todos, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: “Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.
Celebrar a Festa da Anunciação do Senhor é celebrar o “fiat” (faça-se) da Virgem Maria, que pôs fim à espera de Adão, de Abraão, de Davi, de todos os Patriarcas e Profetas e também a nossa, pois estávamos esmagados pela sentença da condenação. Todos esperavam a resposta de Maria porque é dela que “depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão”. Nesse sentido, o sermão de São Bernardo sobre o tema coloca muito bem essa expectativa.
No Credo Niceno-Constantinopolitano professamos: “…Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus; e Se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem…”. A Tradição da Fé recebida durante os séculos nos ensina que Maria, a Virgem de Sião, concebeu o “Logos” (Verbo) incriado em seu ventre, ou seja, o Filho de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos, se fez carne no ventre da Virgem Maria, que O concebeu antes de tudo em seu coração por meio do seu “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Maria torna-se mãe através de seu “sim”. É pela escuta que a Palavra entra nela e a torna fecunda.
O mistério celebrado hoje é a conceição do Filho de Deus no seio da Virgem Maria. Na basílica nazaretana da Anunciação, diante do altar há uma placa de mármore que os peregrinos beijam com emoção, e onde está escrito: “Aqui de Maria Virgem fez-se carne o Verbo”. No texto da Carta aos Hebreus, o hagiógrafo refere ou interpreta a anunciação de Cristo; no texto de Lucas, o evangelista narra a anunciação a Maria. Cristo toma a iniciativa de declarar aquilo que Ele mesmo compreende; Maria recebe uma palavra que vem de fora de si mesma, uma palavra cheia de propostas de um Outro. O paralelismo transforma-se em coincidência na explicitação da disponibilidade de ambos para fazerem a vontade divina; é uma disponibilidade separada por qualidade e quantidade de consciência, mas que converge na finalidade de obediência total ao projeto de Deus: “Ecce venio, ecce ancilla”, eis que venho! Eis a serva! A atitude de obediência irá aproximar a mãe e o filho, Maria “anunciada” e Jesus Cristo “anunciado”. Ambos pronunciam o seu “Eis-me aqui”!
Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14). Então, rezemos com toda a Igreja: “Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

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quinta-feira, 31 de março de 2016


Testemunhas pascais

A palavra Páscoa vem do hebraico, Pessach,que significa “passagem”. Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa. Para eles, historicamente, celebram a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. É com o sentido de libertação que, até hoje, os judeus celebram esta festa. A fé no Deus único que os tirou do Egito e os conduziu para a terra prometida ainda ressoa nas celebrações da pascoa judaica. Os cristãos também celebram a Páscoa. Foi no contexto pascal do Antigo Testamento que Jesus, ao celebrar sua Última Ceia antes de entregar Sua Vida por nós, instituiu a Eucaristia. Ele já anuncia a sua entrega e morte, com seu corpo dado e seu sangue derramado para a vida de muitos. Ela tem sentido por que o Senhor ressuscitou e está presente cada vez que nos reunimos em Seu nome.
É a principal festa do ano litúrgico cristão e a mais antiga, pois surgiu no início do cristianismo. Ainda que todos os domingos do ano sejam destinados, pelas igrejas cristãs no mundo, à celebração do mistério pascal, vida, morte e ressurreição de Jesus, o Cristo (o que na igreja católica é culminado na celebração da Eucaristia, nas missas), no Domingo de Páscoa esse acontecimento ganha um destaque festivo especial.
A Páscoa é uma data móvel que acontece anualmente entre os dias 22 de março e 25 de abril. Como no Hemisfério Norte esse período coincide com a chegada da Primavera, o Pessach, também, é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação. É comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio de março, ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite. Para marcar a data da Páscoa segue-se o calendário lunar judaico e, por isso, em nosso calendário a data é móvel porque seguimos o calendário solar.

A nossa Páscoa é passagem da morte para a vida em Jesus Cristo, nosso Senhor, cabeça da Igreja, que nos libertou da tirania de Satanás e nos introduziu na verdadeira Pátria, o Reino dos Céus. A Páscoa é o grande momento do batismo dos novos cristãos; é uma noite batismal no decurso da qual os pecadores, mergulhados na água em que deveriam ter encontrado a morte, saíam da piscina batismal como novas criaturas. O cordeiro pascal que os israelitas compartilham num repasto sagrado, em ação de graças pela sua libertação passada, não era senão a figura do verdadeiro Cordeiro, cujo sangue nos redimiu e que tomamos como alimento na Eucaristia, sacramento da nossa redenção.
Páscoa é a passagem para a nova vida, baseada não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. A Páscoa deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida. Nas leituras bíblicas deste tempo, a Palavra vai nos revelando o grande mistério pascal e nos introduzindo nas consequências do nova dia, para que, como ressuscitados, sejamos testemunhas d’Ele. Podemos dizer: anunciamos a ressurreição onde se vive o Novo Mandamento da Caridade.
O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), iniciados com a chamada “oitava de Páscoa (8 dias)”, vividos e celebrados como um só dia. Porém, é um tempo festivo: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo". (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22). 
Os judeus tinham já a "festa das semanas" (cf. Dt 16,9-10), festa inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa. Os cristãos, dentro dessa caminhada litúrgica, desde os inícios organizaram sete semanas, continuando a alegria da Ressurreição. No final destes cinquenta dias celebraremos a festa de Pentecostes: o dom do Espírito Santo. Já no século II temos o testemunho de Tertuliano, que fala que neste espaço de tempo não se jejua, mas que se vive uma prolongada alegria.

A liturgia insiste muito no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana, como dissemos, é a "oitava da Páscoa', em que, já por irradiação, os batizados na Vigília Pascal eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo, que a liturgia celebra. Tem a tradição que seria o tempo da “iniciação nos mistérios”, tempo de catequese para os novos batizados. A "oitava da Páscoa" termina com o domingo da oitava, chamado "in albis", porque nesse dia os recém-batizados tirariam, em outros tempos, as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo. O dia seguinte à festa da Páscoa e dentro da oitava fala-se também da Pascoela. A Pascoela simboliza o prolongamento do próprio domingo de Páscoa, numa atitude festiva da Igreja e dos fiéis, porém como um tempo de descanso no Senhor.
Nessa semana, somos chamados a viver com toda intensidade a alegria D’Aquele que se entregou por nós e Ressuscitou. O sentimento que deve ter no nosso coração deve ser de alegria. Que saibamos transmitir esta alegria para o mundo e para o nosso país, que vive um momento tão conturbado devido à crise política e econômica. O nosso compromisso e nossa única opção é por Cristo. Ele está Ressuscitado. Permaneceremos unidos a Ele e com Ele anunciaremos ao nosso povo que o caminho do cristão é que um mundo novo só é possível quando vivemos o Evangelho e contagiamos as pessoas com o perdão, o amor ao próximo e até ao inimigo, e procuramos vivenciar a cultura do encontro, do diálogo.
Teremos oportunidade, na próxima semana, Segunda Semana da Páscoa, de vivenciarmos aqui em nossa Arquidiocese o “Pátio dos Encontros”, com uma ampla participação de muitos segmentos, no sentido de experimentar as consequências a que nos levam vivendo a Páscoa do Senhor.
Neste mundo de violências, insatisfações, corrupções, divisões somos convidados a anunciar o Caminho, que sabemos que é Cristo, e que se encontra no desejo mais profundo dos corações das pessoas.
O Senhor Ressuscitado será nossa luz em todos os nossos caminhos da vida, e nos fará ser sempre Suas testemunhas.

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terça-feira, 29 de março de 2016



Iniciando com o Domingo de Páscoa, a Semana, ou Oitava da Páscoa, como chamamos, é a continuação da celebração dessa festa máxima de nossa fé: o Senhor Ressuscitou e está vivo entre nós! Como o mistério da "passagem" do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia, com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: a Ressurreição de Jesus.
A "Oitava" da Páscoa significa, pois, que a Igreja comemora, durante os dias da semana da Páscoa, como que um "oitavo dia", dia este que dá complementação e perfeição aos sete dias da criação. É a criatura chegando à máxima da unidade e comunhão com o Criador. É um oitavo dia que não tem fim... Nesses dias somos convidados a saborear a liturgia com a solenidade da mesma e com as leituras próprias, que nos introduzem nessa alegria pascal que expressaremos também com os cânticos próprios deste tempo.
A Páscoa é a festa das festas, na expressão de Gregório de Nazianzo e em tantos outros padres da Igreja, na qual Jesus Cristo saiu vitorioso da morte. Aludindo também à nossa páscoa, aqueles e aquelas que acreditarem na ressurreição da carne para a vida eterna, essa é a palavra final do Deus Uno e Trino para todas as pessoas que amaram a Deus, e ao próximo como a si mesmo. Deus Pai ressuscitou o seu Filho, não O deixando na morte. Como esta festa é grandiosa, é celebrada não só no Domingo da Páscoa, mas ainda em outros dias, como a oitava e durante todo o período da Páscoa. A cada domingo do ano e também a cada missa nós voltamos ao mesmo mistério pascal. Os padres da Igreja colocam-nos ensinamentos sobre a ressurreição de Jesus, na qual esta verdade de fé nos concedeu a alegria de uma nova criação, de um novo êxodo, para assim viver a superação da morte eterna. Como diz Santo Agostinho: é preciso ter fé nele, porque Aquele que morreu, ressuscitou dos mortos, de modo que agora o Ressuscitado está conosco.
Passados os exercícios da Quaresma, pelos quais nos preparamos para a celebração da Ressurreição do Senhor, entramos no Tempo Pascal, tempo de alegria e exultação pela nova vida que o Senhor nos conquistou, pagando, com sua entrega na cruz, o alto preço de nosso resgate. A cor litúrgica é branca, símbolo da pureza e da alegria (afinal, estamos limpos do pecado) e a presença do Círio Pascal é marcante como símbolo do Cristo Ressuscitado, coluna de luz que vai à frente do seu povo. É também a nossa missão de ser reflexos dessa luz anunciando Cristo, luz do mundo que dissipa as trevas!     
Iniciando com o Domingo de Páscoa, a Igreja vive o Tempo Pascal durante 50 dias; são sete semanas em que se celebra a presença de Jesus Cristo Ressuscitado entre os Apóstolos, dando-lhes as suas últimas instruções (At 1,2). Quarenta dias depois da Ressurreição, Jesus teve a sua Ascensão ao Céu (no Brasil celebramos no domingo seguinte), e ao final dos 49 dias enviou o Espírito Santo sobre a Igreja reunida no Cenáculo com a Virgem Maria. É o coroamento da Páscoa! O Espírito Santo dado à Igreja é o grande dom do Cristo glorioso!
O Tempo Pascal compreende, pois, esses cinquenta dias (em grego = “pentecostes”), vividos e celebrados “como um só dia”. Dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico que: “os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, “como se fosse um único dia festivo”, como um grande domingo” (Santo Atanásio; cf. NALC, n. 22).
Vivamos a Páscoa (passagem) de Cristo da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, seu Corpo. No dia de Pentecostes, a Igreja é introduzida na “vida nova” do Reino de Deus. Daí para frente, o Espírito Santo guiará e assistirá a Igreja em sua missão de salvar o mundo, até que o Senhor volte no Último Dia, a Parusia. Com a vinda do Espírito Santo à Igreja, entramos “nos últimos tempos”, e a salvação está definitivamente decretada; é irreversível; as forças do inferno vencidas pelo Cristo na cruz, não são mais capazes de barrar o avanço do Reino de Deus, até que o Senhor volte na Parusia.
O sentido da Páscoa e da Oitava tiveram considerações lindas a partir dos “Padres da Igreja”. Eles viveram o mistério da ressurreição em unidade com Cristo Jesus e com a comunidade. Para eles, a Páscoa é a alegria da vida sobre a morte a partir de Jesus Cristo. É a passagem de Sua morte para a vida. Cristo sofreu pelo ser humano, homem e mulher, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos por Deus Pai, pelo seu Espírito. Nós afirmamos que o mistério da morte de cada ser humano é bem lembrado pelos padres por uma doutrina sobre a ressurreição dos corpos a partir da ressurreição de Jesus. Nós encontramos nos Atos dos Apóstolos toda a alegria das consequências do encontro com o Ressuscitado no anúncio da Boa Nova que os Discípulos de Jesus anunciam e testemunham em suas viagens, pregações e vida.
Hoje fazemos Páscoa todos os dias quando superamos o egoísmo, o individualismo para nos darmos na generosidade e no serviço aos outros. Nós ressurgimos com Cristo quando amamos a vida familiar, comunitária, social dando testemunho da verdade e do amor em Deus, para um dia ressurgirmos para sempre com Jesus Cristo, no Espírito Santo, na unidade com o Pai.
Páscoa feliz é Páscoa com Cristo! Feliz Páscoa a todos!

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domingo, 17 de agosto de 2014

É com grande alegria que receberemos o nosso Arcebispo Orani Cardeal Tempesta para celebrar a Santa Missa, onde serão confirmados alguns jovens na sua Fé, pelo sacramento da Crisma.



O que é a Crisma?


A Crisma, ou Confirmação, é o Sacramento pelo qual o batizado é fortalecido com o dom do Espírito Santo, para que, por palavras e obras, seja testemunha de Cristo e propague e defenda a fé. A Crisma é para nós o que Pentecostes foi para os Apóstolos (cf. At 2,1-12).

Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo, mas a plenitude dos seus dons recebemos na Crisma. Aí é que estes dons se manifestam com toda a força. ..- É como a flor que desabrocha e exala seu perfume. A matéria da confirmação é a unção do Crisma na testa, junto com a imposição das mãos.


A Santa Missa será celebrada no próximo domingo, 24 de agosto, às 19h.

Todos estão convidados.

Pastoral da Comunicação - Cristo Ressuscitado
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A Paróquia Cristo Ressuscitado, com alegria, convida a todos aqueles que quiserem participar desse momento singular na história da nossa comunidade, para a a Celebração da Santa Missa, com nosso Bispo Dom Orani, onde nosso Padre Thiago Lemos, iniciará seu serviço de administrador paroquial junto a igreja.

A Missa será celebrada nesse sábado, dia 30 de novembro, às 11h30. Após a celebração haverá um almoço festivo. Os ingressos estão sendo vendidos na secretaria paroquial ao preço de R$ 8,00.








Se entendêssemos na terra o que é um padre, morreríamos não de susto, mas de amor.
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sábado, 28 de setembro de 2013

A primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na Cidade do Rio de Janeiro acontecerá no dia 5 de outubro. A concentração terá início às 9h, na Candelária, e seguirá em direção à Cinelândia. A iniciativa é coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – BRASIL SEM ABORTO.

Convido a todos a participarem para mostrar a sua adesão a essa iniciativa da Igreja de defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. Será uma Marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida, afirmou o bispo auxiliar Dom Antônio Augusto Dias Duarte, que é presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida.
A caminhada será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos, e tem previsão de término às 12h.
Eu conto com todos vocês e peço que difundam esse convite aos seus familiares e amigos. Essa caminhada é uma resposta que queremos dar a tantas pessoas que não veem na vida, um tesouro que Deus nos concedeu, motivou.
Fonte: arqrio.org
Equipe PasCom
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terça-feira, 23 de julho de 2013

O encontro de jovens de 175 nações na Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) é uma ocasião ideal para dar ao mundo lições de fraternidade, unidade e vivência radical do Evangelho. A propagação desses valores e a missionariedade foram tema da homilia da Missa de Abertura da JMJ Rio2013. A celebração foi presidida por Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e pelo Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko.

“Durante a Jornada, aprenderemos a dizer ‘Fala, Senhor, que teu servo escuta’! E ouviremos cada vez mais o Senhor a nos dizer: ‘Sejam missionários’. ‘Ide e fazei discípulos entre as nações’! E todos nós responderemos: ‘Eis-nos aqui, Senhor, envia-nos!’”, animou Dom Orani.

O arcebispo deu as boas-vindas aos jovens e disse que o melhor presente que poderemos dar às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e impulsiona a amar e a nos doar.

 “Vocês vieram de diferentes partes do mundo para juntos partilharmos a fé e a alegria do discipulado. Essa felicidade nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações”, destacou.

Cardeal Stanisław Ryłko, também saudou os jovens ao final da celebração. “Cristo precisa de vós, jovens! Precisa da vossa fé jovem, cheia de alegria e de entusiasmo missionário! Cristo conta com cada um de vós!”, disse.

O Cardeal deu as boas-vindas aos jovens. “Caros jovens, em nome do Pontifício Conselho para os Leigos, o dicastério do Vaticano ao qual o Santo Padre confiou a organização das Jornadas Mundiais da Juventude, dou-vos as mais calorosas boas-vindas, e saúdo-vos com afeto”.

Dom Orani lembrou que depois de 26 anos, a Jornada Mundial volta ao continente americano e recebe um “O primeiro peregrino, que já está entre nós, o Santo Padre, o Papa Francisco, se colocou conosco nesta caminhada e nos indicará caminhos durante estes dias. Queridos jovens: não tenham medo de abrir os seus corações para Cristo!”
Papa do continente. O arcebispo destacou também que o Papa Francisco foi acolhido no Rio de Janeiro na última segunda-feira, 23 e que haverá a acolhida do Santo Padre na próxima quinta-feira, 25.


Mundo novo

Os jovens, de acordo com Dom Orani, são os protagonistas de um mundo novo. “O mundo necessita de jovens como vocês!”, destacou. Ele disse ainda que é sendo testemunhas do Cristo que eles poderão se doar aos outros. “O entusiasmo juvenil por

todos os cantos demonstram o rosto do jovem cristão, que procura unir o testemunho de uma vida autenticamente cristã com as consequências sociais do Evangelho”.

“O caminho missionário exige discernimento, utopia, sonho, mas também do auxílio de alguém ao nosso lado que nos ajude a reconhecer a voz de Deus”, ressaltou Dom Orani. Ele lembrou ainda que Jesus veio para que os pecadores experimentem a misericórdia, a exemplo de Mateus, que era cobrador de impostos. “É esta expressão bíblica que gostaríamos que estivesse nos lábios e corações de vocês hoje e sempre: Eis-nos aqui, Senhor! A exemplo de Mateus, também estamos prontos para as consequências do SIM a Deus, cheias de desafios e alegrias”, completou.

Cristo convida todos os jovens a serem arautos da paz e da concórdia, conclamando o mundo a viver a santidade que brota do Redentor do Homem. “Andem por esta cidade, testemunhem Jesus Cristo, comprometam-se com o mundo novo, contagiem a todos com a alegria e a paz de Cristo, como sentinelas da manhã, trabalhando na renovação do mundo à luz do plano de Deus”, conclamou.

Dom Orani encorajou os jovens a construírem um mundo novo, a testemunhar a solidariedade, a partilha e a acolhida do amor de Cristo Redentor. É tempo de despertar confiança e esperança que se transformem em atitudes para um amanhã de luz. “Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos”, disse.

Maria Santíssima também foi tema da fala de Dom Orani. Ela continua sendo a companheira e mãe de todos os jovens. “A ela confiamos cada um de vocês para que, acolhendo o Cristo que ela nos apresenta, caminhem pelo mundo como discípulos missionários da nova evangelização, sendo protagonistas de um mundo novo, como sentinelas da manhã despertando a esperança de um novo amanhecer”.


Cristo Redentor

“Esta JMJ acontece aos pés da imponente estátua do Cristo Redentor do Corcovado. É Ele o verdadeiro protagonista deste evento! O seu coração bate, movido por um amor infinito por cada um de vós, e os seus braços abertos estão prontos a acolher todos vós!”, disse o Cardeal.

De acordo com o Cardeal, a JMJ Rio2013 é a ocasião ideal para que os jovens se deixem abraçar por Cristo! “Confiai-Lhe todos os vossos anseios, os vossos projetos para o futuro, as vossas alegrias mais profundas, confiai-Lhe também as decisões mais difíceis que sois chamados a tomar, os vossos medos e as inquietações que habitam os vossos jovens corações! A juventude é em si mesma uma enorme riqueza: vós a possuís e deveis fazê-la frutificar! Confiai-a a Cristo!”, destacou.


Preces e oferecimento

Dom Orani iniciou a missa pedindo pela jovem peregrina francesa, falecida na Guiana Francesa durante a Semana Missionária. Rogou pelos jovens mortos em Santa Maria, no

Rio Grande do Sul, pelos jovens desempregados e sem família. Lembrou ainda dos mortos há 20 anos na Candelária, dos jovens sem pátria e os perseguidos pela fé.

Seis jovens de diferentes nacionalidades fizeram as preces. Francesca De Negri italiano), Audrey Oliver (francês), Luiz Edmundo (espanhol), Konrad Krämer (alemão), Yamada Emiko (japonês), Wiktoria Katarzyna (polonesa).


A celebração reuniu entre 500 e 600 mil jovens, segundo dados da Polícia Militar.


Fonte: Rio2013

Equipe PasCom
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


São Sebastião do Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2013

Caríssimo
Dom Hélio Adelar Rupert
Arcebispo de Santa Maria, RS
Caríssimo D. Hélio,

Abraço-o fraternalmente como querido irmão e com isso desejo abraçar todos os familiares e pessoas atingidas pela tragédia desta madrugada. Como pastor da Arquidiocese do Rio e também presidente do Regional Leste 1 da CNBB e do COL da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, venho em meu nome manifestar-lhe como  também de toda a comunidade católica de nossa cidade, a solidaridade ao caro irmão e  às famílias dos jovens falecidos e das inúmeras  vítimas hospitalizadas.

 Nossos corações estão abalados  com essa grande tragédia que abalou não só a arquidiocese de Santa Maria, mas também todo Brasil, que ceifou a vida de inúmeros jovens dessa cidade, em especial, dos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria. Unimo-nos a todos os familiares e povo de Santa Maria e de tantos outros vitimados neste incêndio. A Arquidiocese do Rio, o Regional Leste 1 e a JMJRio 2013 nos unimos a todos.
Nesta tarde os jovens do Rio de Janeiro estarão rezando em nossa Catedral Metropolitana pelos falecidos, familiares e amigos, como também pelos hospitalizados e pelos que estão tralhando no socorro de todos procurando minorar a dor. Os jovens daqui do Rio sentem juntos esse momento de dor e abraçam a todos seus irmãos do sul.

O Brasil que se prepara para um grande momento de esperança na juventude com a JMJ Rio 2013 sente a dor da perda de tantos filhos e irmãos, e nós, que aqui nos preparamos para acolher a juventude do mundo sentimos juntos a dor por esse grave momento.

Receba nossa unidade, solidariedade e nossas orações que peço para transmitir a todos os que sentem esse momento de grande perda. Que a certeza do Cristo Ressuscitado ilumine a vida de tantos que passam por esse momento.

Em Cristo

                              D. Orani João Tempesta, O. Cist.

Fonte: Rio 2013

Equipe PasCom
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