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quarta-feira, 27 de agosto de 2014




CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Toda vez que renovamos a nossa profissão de fé recitando o “Credo”, nós afirmamos que a Igreja é “una” e “santa”. É una porque tem a sua origem em Deus Trindade, mistério de unidade e de comunhão plena. Depois, a Igreja é santa, enquanto fundada sobre Jesus Cristo, animada pelo seu Espírito Santo, repleta do seu amor e da sua salvação. Ao mesmo tempo, porém, é santa e composta de pecadores, todos nós, pecadores, que fazemos experiência cada dia das nossas fragilidades e das nossas misérias. Então, esta fé que professamos nos impele à conversão, a ter a coragem de viver cotidianamente a unidade e a santidade, e se nós são somos unidos, se não somos santos, é porque não somos fiéis a Jesus. Mas ele, Jesus, não nos deixa sozinhos, não abandona a sua Igreja! Ele caminha conosco, Ele nos entende. Entende as nossas fraquezas, os nossos pecados, perdoa-nos, sempre que nós nos deixamos perdoar. Ele está sempre conosco, ajudando-nos a nos tornarmos menos pecadores, mais santos, mais unidos.

1. O primeiro conforto vem do fato de que Jesus rezou tanto pela unidade dos discípulos. É a oração da Última Ceia, Jesus pediu tanto: “Pai, que sejam uma só coisa”. Rezou pela unidade, e o fez propriamente na iminência da Paixão, quando estava para oferecer toda a sua vida por nós. É aquilo que somos convidados continuamente a reler e meditar, em uma das páginas mais intensas e comoventes do Evangelho de João, o capítulo dezessete (cfr vv. 11.21-23). Como é belo saber que o Senhor, pouco antes de morrer, não se preocupou consigo mesmo, mas pensou em nós! E no seu diálogo sincero com o Pai, rezou justamente para que pudéssemos ser uma só coisa com Ele e entre nós. Bem: com estas palavras, Jesus se fez nosso intercessor junto ao Pai, para que possamos entrar também nós na plena comunhão de amor com Ele; ao mesmo tempo, confia-lhe a nós como seu testamento espiritual, para que a unidade possa se tornar sempre mais a nota distintiva das nossas comunidades cristãs e a resposta mais bela a qualquer um que nos pergunte a razão da esperança que há em nós (cfr 1 Pe 3, 15).

2. “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21). A Igreja procurou desde o início realizar este propósito que está no coração de Jesus. Os Atos dos Apóstolos nos recordam que os primeiros cristãos se distinguiam pelo fato de terem “um só coração e uma só alma” (At 4, 32); o apóstolo Paulo, depois, exortava as suas comunidades a não esquecerem que são “um só corpo” (1 Cor 12, 13). A experiência, porém, nos diz que são tantos os pecados contra a unidade. E não pensemos só nos cismas, pensemos em faltas muito comuns nas nossas comunidades, em pecados “paroquiais”, aqueles pecados nas paróquias. Às vezes, de fato, as nossas paróquias, chamadas a serem lugares de partilha e de comunhão, são tristemente marcadas por inveja, ciúmes, antipatia… E as fofocas são acessíveis a todos. Como se fofoca nas paróquias! Isto não é bom. Por exemplo, quando alguém é eleito presidente daquela associação, fofoca-se contra ele. E se aquela outra é eleita presidente da catequese, as outras fofoca contra ela. Mas, esta não é a Igreja. Não se deve fazer isto, não devemos fazê-lo! É preciso pedir ao Senhor a graça de não fazê-lo. Isto é humano, sim, mas não é cristão! Isto acontece quando almejamos os primeiros lugares; quando colocamos no centro nós mesmos, com as nossas ambições pessoais e os nossos modos de ver as coisas, e julgamos os outros; quando olhamos aos defeitos dos irmãos, em vez de olhar para suas competências; quando damos mais peso àquilo que nos divide, em vez de olhar para o que nos une…

Uma vez, na outra diocese em que eu estava antes, ouvi um comentário interessante e belo. Falava-se de uma idosa que por toda a vida tinha trabalhado na paróquia e uma pessoa que a conhecia bem disse: “Esta mulher nunca falou mal dos outros, nunca fofocou, sempre estava com um sorriso”. Uma mulher assim pode ser canonizada amanhã! Este é um belo exemplo. E se olhamos para a história da Igreja, quantas divisões entre nós cristãos. Também agora estamos divididos. Também na história nós cristãos fizemos guerra entre nós por divisões teológicas. Pensemos naquela dos 30 anos. Mas isto não é cristão. Devemos trabalhar também pela unidade de todos os cristãos, seguir pelo caminho da unidade que é aquele que Jesus quer e pelo qual rezou.

3. Diante de tudo isso, devemos fazer seriamente um exame de consciência. Em uma comunidade cristã, a divisão é um dos pecados mais graves, porque a torna sinal não da obra de Deus, mas da obra do diabo, que é por definição aquele que separa, que arruína as relações, que insinua preconceitos… A divisão em uma comunidade cristã, seja essa uma escola, uma paróquia ou uma associação é um pecado gravíssimo, porque é obra do Diabo. Deus, em vez disso, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, de nos perdoarmos e de nos querermos bem, para nos assemelharmos sempre mais a Ele que é comunhão e amor. Nisto está a santidade da Igreja: em reconhecer-se à imagem de Deus, repleta da sua misericórdia e da sua graça.

Queridos amigos, façamos ressoar no nosso coração estas palavras de Jesus: “Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9). Peçamos sinceramente perdão por todas as vezes em que fomos ocasião de divisão ou de incompreensão dentro das nossas comunidades, bem sabendo que não se chega à comunhão se não através de uma contínua conversão. O que é a conversão? É pedir ao Senhor a graça de não falar mal, de não criticar, de não fofocar, de querer bem a todos. É uma graça que o Senhor nos dá. Isto é converter o coração. E peçamos que a base cotidiana das nossas relações possa se tornar uma reflexão sempre mais bela e alegre da relação entre Jesus e o Pai.

Fonte: CN
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domingo, 17 de agosto de 2014

É com grande alegria que receberemos o nosso Arcebispo Orani Cardeal Tempesta para celebrar a Santa Missa, onde serão confirmados alguns jovens na sua Fé, pelo sacramento da Crisma.



O que é a Crisma?


A Crisma, ou Confirmação, é o Sacramento pelo qual o batizado é fortalecido com o dom do Espírito Santo, para que, por palavras e obras, seja testemunha de Cristo e propague e defenda a fé. A Crisma é para nós o que Pentecostes foi para os Apóstolos (cf. At 2,1-12).

Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo, mas a plenitude dos seus dons recebemos na Crisma. Aí é que estes dons se manifestam com toda a força. ..- É como a flor que desabrocha e exala seu perfume. A matéria da confirmação é a unção do Crisma na testa, junto com a imposição das mãos.


A Santa Missa será celebrada no próximo domingo, 24 de agosto, às 19h.

Todos estão convidados.

Pastoral da Comunicação - Cristo Ressuscitado
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quarta-feira, 25 de junho de 2014



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 25 de junho de 2014


A Igreja – 2. A pertença ao povo de Deus

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Hoje há um outro grupo de peregrinos conectados conosco na Sala Paulo VI, são os peregrinos doentes. Porque com este tempo, entre o calor e a possibilidade de chuva, era mais prudente que eles permanecessem lá. Mas eles estão conectados conosco por meio de um telão. E assim estamos unidos na mesma audiência. E todos nós hoje rezemos especialmente por eles, pelas suas doenças. Obrigado.

Na primeira catequese sobre Igreja, quarta-feira passada, partimos da iniciativa de Deus que quer formar um povo que leve a sua benção a todos os povos da terra. Começa com Abraão e depois, com tanta paciência – e Deus a tem, tem tanta! – prepara este povo na Antiga Aliança a fim de que, em Jesus Cristo, o constitua como sinal e instrumento da união dos homens com Deus e entre eles (cfr Conc. Ecum. Vat. II, Cost. Lumen gentium, 1). Hoje queremos nos concentrar sobre a importância, para o cristão, de pertencer a este povo. Falaremos sobre a pertença à Igreja.

1. Não somos isolados e não somos cristãos a título individual, cada um por conta própria, não, a nossa identidade cristã é pertença! Somos cristãos porque pertencemos à Igreja. É como um sobrenome: se o nome é “sou cristão”, o sobrenome é “pertenço à Igreja”. É muito belo notar como esta pertença é expressa também no nome que Deus atribui a si mesmo. Respondendo a Moisés, no episódio maravilhoso da “sarça ardente” (cfr Ex 3, 15), define-se, de fato, como o Deus dos pais. Não diz: Eu sou o Onipotente…, não: Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Deste modo, Ele se manifesta como o Deus que formou uma aliança com os nossos pais e permanece sempre fiel a ela, e nos chama para entrar nesta relação que nos precede. Esta relação de Deus com o seu povo precede a todos nós, vem daquele tempo.

2. Neste sentido, o pensamento vai, em primeiro lugar, com gratidão, àqueles que nos precederam e nos acolheram na Igreja. Ninguém se torna cristão por si mesmo! Está claro isso? Ninguém se torna cristão por si mesmo. Não se fazem cristãos em laboratório. O cristão é parte de um povo que vem de longe. O cristão pertence a um povo que se chama Igreja e esta Igreja o faz cristão, no dia do Batismo, e depois no percurso da catequese, e assim vai. Mas ninguém, ninguém se torna cristão por si mesmo. Se nós acreditamos, se sabemos rezar, se conhecemos o Senhor e podemos escutar a sua Palavra, se O sentimos próximo e O reconhecemos nos irmãos, é porque outros, antes de nós, viveram a fé e, depois, a transmitiram a nós. Recebemos a fé dos nossos pais, dos nossos antepassados, e eles a ensinaram a nós. Se pensamos bem, quem sabe quantos rostos queridos passam diante dos nossos olhos, neste momento: pode ser a face dos nossos pais que pediram para nós o Batismo; aquela dos nossos avós ou de qualquer familiar que nos ensinou a fazer o sinal da cruz e a recitar as primeiras orações. Eu recordo sempre a face da irmã que me ensinou o catecismo, sempre me vem à mente – ela está no Céu com certeza, porque é uma mulher santa – mas eu a recordo sempre e dou graças a Deus por esta irmã. Ou então o rosto do pároco, de um outro padre, ou de uma irmã, de um catequista, que nos transmitiu o conteúdo da fé e nos fez crescer como cristãos… Bem, essa é a Igreja: uma grande família, na qual se é acolhido e se aprende a viver como cristãos e como discípulos do Senhor Jesus.

3. Podemos viver esse caminho não somente graças às outras pessoas, mas junto a outras pessoas. Na Igreja, não existe o ‘agir por si’, não existem jogadores na função de ‘líbero’. Quantas vezes, o Papa Bento descreveu a Igreja como um “nós” eclesial! Às vezes se ouve alguém dizer: “Eu acredito em Deus, acredito em Jesus, mas a Igreja não me interessa…”. Quantas vezes ouvimos isso? E isso não é certo. Há quem acredite poder ter uma relação pessoal, direta, imediata com Jesus Cristo fora da comunhão e da mediação da Igreja. São tentações perigosas e prejudiciais. São, como dizia o grande Paulo VI, dicotomias absurdas. É verdade que caminhar junto é trabalhoso e às vezes pode ser cansativo: pode acontecer que algum irmão ou alguma irmã nos dê problema, ou nos cause escândalo… Mas o Senhor confiou a sua mensagem de salvação a pessoas humanas, a todos nós, às testemunhas; e é nos nossos irmãos e nas nossas irmãs, com os seus dons e os seus limites, que vem ao nosso encontro e se faz reconhecer. E isto significa pertencer à Igreja. Lembrem-se bem: ser cristão significa pertencer à Igreja. O nome é “cristão”, o sobrenome é “pertença à Igreja”.

Queridos amigos, peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, Mãe da Igreja, a graça de não cair nunca na tentação de pensar poder desfazer das pessoas, desfazer da Igreja, de podermos nos salvar sozinhos, de ser cristão de laboratório. Pelo contrário, não se pode amar Deus sem amar os irmãos, não se pode amar Deus fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Deus sem fazê-lo na Igreja e não podemos ser bons cristãos se não junto a todos aqueles que procuram seguir o Senhor Jesus, como um único povo, um único corpo, e isto é a Igreja. Obrigado.

Fonte: Canção Nova
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quarta-feira, 18 de junho de 2014



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de junho de 2014



Queridos irmãos e irmãs, bom dia. E parabéns a vocês porque vocês são bravos, com este tempo que não se sabe se vem água, se não vem… Bravos! Esperamos terminar a catequese sem água, que o Senhor tenha piedade de nós.

Hoje começo um ciclo de catequese sobre a Igreja. É um pouco como um filho que fala da própria mãe, da própria família. Falar da Igreja é falar da nossa mãe, da nossa família. A Igreja, na verdade, não é uma instituição com fim em si mesma ou uma associação privada, uma ONG, nem tão pouco se deve restringir o olhar ao clero e ao Vaticano… “A Igreja pensa…”. Mas a Igreja somos todos! “De quem você fala?”. “Não, dos padres…” Ah, os padres são parte da Igreja, mas a Igreja somos todos! Não restringi-la aos sacerdotes, aos bispos, ao Vaticano… Estes são partes da Igreja, mas a Igreja somos todos, todos família, todos da mãe. E a Igreja é uma realidade muito mais ampla, que se abre a toda a humanidade e que não nasce em um laboratório, a Igreja não nasceu em laboratório, não nasceu de improviso. Foi fundada por Jesus, mas é um povo com uma história longa e uma preparação que tem início muito antes do próprio Cristo.

1. Esta história, ou “pre-história”, da Igreja se encontra já nas páginas do Antigo Testamento. Ouvimos o Livro do Gênesis: Deus escolheu Abraão, nosso pai na fé, e lhe pede para partir, para deixar a sua pátria terrena e seguir rumo a uma outra terra, que Ele indicaria (cfr Gen 12, 1-9). E nesta vocação Deus não chama Abraão sozinho, como indivíduo, mas envolve desde o início a sua família, os seus parentes e todos aqueles que estão a serviço da sua casa. Uma vez em caminho, – sim, assim a Igreja começa a caminhar- , depois, Deus ainda ampliará o horizonte e transbordará Abraão da sua benção, prometendo-lhe uma descendência numerosa como as estrelas do céu e como a areia da praia. O primeiro dado importante é justamente esse: começando de Abraão, Deus forma um povo para que leve a sua benção a todas as famílias da terra. E dentro desse povo nasce Jesus. É Deus que faz esse povo, esta história, a Igreja em caminho, e ali nasce Jesus, neste povo.

2. Um segundo elemento: não é Abraão a constituir em torno de si um povo, mas é Deus a dar a vida a este povo. Geralmente era o homem que se dirigia à divindade, procurando preencher a lacuna e invocando apoio e proteção. O povo rezava aos deuses, às divindades. Nesse caso, em vez disso, se assiste a algo sem precedentes: é o próprio Deus a tomar a iniciativa. Escutemos isso: é o próprio Deus que bate à porta de Abraão e lhe diz: segue adiante, distante da sua terra, comece a caminhar e eu farei de ti um grande povo. E este é o início da Igreja e neste povo nasce Jesus. Deus toma a iniciativa e dirige a sua palavra ao homem, criando um vínculo e uma relação nova com ele. “Mas, padre, como é isto? Deus nos fala?”. “Sim”. “E nós podemos falar com Deus?”. “Sim”. “Mas nós podemos ter uma conversa com Deus?”. “Sim”. Isto se chama oração, mas é Deus que fez isso desde o início. Assim, Deus forma um povo com todos aqueles que escutam a sua Palavra e que se colocam em caminho, confiando Nele. Esta é a única condição: confiar em Deus. Se você confia em Deus, escuta-O e se coloca em caminho, isto é fazer Igreja. O amor de Deus precede tudo. Deus sempre é primeiro, chega antes de nós, Ele nos precede. O profeta Isaías, ou Jeremias, não me lembro bem, dizia que Deus é como a flor da amendoeira, porque é a primeira árvore que floresce na primavera. Para dizer que Deus sempre floresce antes de nós. Quando nós chegamos, Ele nos espera, Ele nos chama, Ele nos faz caminhar. Sempre está antecipado em relação a nós. E isto se chama amor, porque Deus nos espera sempre. “Mas, padre, eu não acredito nisto, porque se o senhor soubesse, padre, a minha vida tem sido tão ruim, como posso pensar que Deus me espera?”. “Deus te espera. E se você foi um grande pecador, te espera mais ainda e te espera com tanto amor, porque Ele é o primeiro. Esta é a beleza da Igreja, que nos leva a este Deus que nos espera!”. Precede Abraão, precede também Adão.

3. Abraão e os seus escutam o chamado de Deus e se colocam em caminho, não obstante não saibam bem quem seja este Deus e onde quer conduzi-los. É verdade, porque Abraão se coloca em caminho confiando neste Deus que lhes falou, mas não tinha um livro de teologia para estudar o que era este Deus. Confia, confia no amor. Deus lhe faz sentir o amor e ele confia. Isto, porém, não significa que este povo esteja sempre convencido e fiel. Antes, desde o início há resistências, o olhar para si mesmo e para seus próprios interesses e a tentação de negociar com Deus e resolver as coisas do próprio modo. E estas são as traições e os pecados que marcam o caminho do povo ao longo de toda a história da salvação, que é a história da fidelidade de Deus e da infidelidade do povo. Deus, porém, não se cansa, Deus tem paciência, tem tanta paciência, e no tempo continua a educar e a formar o seu povo, como um pai com o próprio filho. Deus caminha conosco. Diz o profeta Oseias: “Eu caminhei contigo e te ensinei a caminhar como um pai ensina o seu filho a caminhar”. Bela esta imagem de Deus! E assim é conosco: ensina-nos a caminhar. E é a mesma atitude que mantém em relação à Igreja. Também nós, de fato, mesmo no nosso propósito de seguir o Senhor Jesus, fazemos a experiência a cada dia do egoísmo e da dureza do nosso coração. Quando, porém, nos reconhecemos pecadores, Deus nos enche da sua misericórdia e do seu amor. E nos perdoa, nos perdoa sempre. E é justamente isso que nos faz crescer como povo de Deus, como Igreja: não é a nossa bravura, não são os nossos méritos – não somos pouca coisa, não é isso – mas é a experiência cotidiana de quanto o Senhor nos quer bem e cuida de nós. É isto que nos faz sentir realmente seus, nas suas mãos, e nos faz crescer na comunhão com Ele e entre nós. Ser Igreja é sentir-se nas mãos de Deus, que é Pai e nos ama, nos acaricia, nos espera, nos faz sentir a sua ternura. E isto é muito belo!

Queridos amigos, este é o projeto de Deus; quando chamou Abraão, Deus pensava isto: formar um povo abençoado pelo seu amor e que leve a sua benção a todos os povos da terra. Este projeto não muda, está sempre em ação. Em Cristo teve o seu cumprimento e ainda hoje Deus continua a realizá-lo na Igreja. Peçamos, então, a graça de permanecer fiéis ao seguimento do Senhor Jesus e na escuta da sua Palavra, prontos a partir a cada dia, como Abraão, rumo à terra de Deus e do homem, a nossa verdadeira pátria e assim nos tornarmos benção, sinal do amor de Deus para todos os seus filhos. Eu gosto de pensar que um sinônimo, um outro nome que nós cristãos podemos ter seria este: somos homens e mulheres, somos povo que bendiz. O cristão, com a sua vida, deve bendizer sempre, bendizer Deus e bendizer todos. Nós cristãos somos povo que bendiz, que sabe bendizer. Esta é uma bela vocação!

Fonte: Canção Nova
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quinta-feira, 10 de abril de 2014


 
 

Segue a programação da Semana Santa




1- Domingo de Ramos  
 “De oliveira com ramos e palmas, todo
povo, com voz triunfal, canta hosanas ao Rei de
Israel, de Davi descendente real”

  • Missa às 8h, saindo da praça da Rua X caminhando em direção a Paróquia Cristo Ressuscitado


2- Segunda-feira Santa  


“Como o Pai me conhece, Eu conheço

meu Pai; minha vida eu entrego por minhas

ovelhas”


  • Procissão do Encontro. Saída das mulheres da Capela Nossa Senhora da Glória e os homens da Capela São João Batista

3- Terça-feira Santa 
“É justo o meu Servo e a muitos fará
justos, carregando seus pecados”
  • Missa na Paróquia às 19h30min e logo após Via Sacra


4- Quarta-feira Santa  

“Embora fosse o próprio filho, aprendeu a
obediência através do sofrimento,e para quem
lhe obedece tornou-se uma fonte de eterna
salvação”
  • Missa na Paróquia às 19h30min e logo após teremos o Sermão das Sete Últimas Palavras de Cristo



5- Quinta-feira Santa 


“Ardentemente desejei comer esta Páscoa antes de ir sofrer a morte”


  • Missa da Ceia do Senhor às 20h e ao término da Missa teremos adoração ao Santíssimo Sacramento(as pastorais devem ver seus horários no mural da paróquia)
 


6- Sexta-feira Santa - Adoração a Santa Cruz  


“Foi levado como ovelha ao matadouro; e, 
maltratado, não abriu a sua boca; foi condenado
para a vida de seu povo”


  • Às 08h - Ofício das Trevas
  • Às 15h - Ação Litúrgica da Paixão do Senhor 
  • Às 17h - Via-Sacra


7- Sábado Santo 


“Nosso Pastor se retirou, Ele, a Fonte de
Água Viva; e o Sol, na sua morte, escurecendo,
se apagou; e aquele que trazia prisioneiro o
homem primeiro, foi por Cristo aprisionado. Hoje
o Nosso Salvador arrombou as portas da morte e
quebrou os seus ferrolhos. Destruiu as prisões
 do inferno e derrubou o poder satânico”


  • Às 20h - Missa da Vigília Pascal


8- Domingo de Páscoa 


“Da morte o Cristo volta, a vida é seu
troféu, o inferno traz cativo e a todos abre o céu.
Jesus, Pascal Cordeiro, em voz se alegra o povo,
que, livre pela graça, em Vós nasceu de novo. Aleluia.”


  • Às 05h30min - Alvorada 
  • Às 6h - Santa Missa seguida da Procissão de Cristo Ressuscitado
  • 10h - Santa Missa
  • 11h30min - Carreata com benção dos veículos
  • 19h - Santa Missa Solene

NÃO DEIXE DE PARTICIPAR
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Neste tempo do Advento, o qual nos convida a nos preparar para receber o Menino Jesus, convidamos toda a comunidade para realizar sua confissão preparando-se para o Natal.
No próximo dia 06 de dezembro, sexta-feira, a partir das 17h, em nossa Paróquia. Todos são convidados. 

"Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de Vós."
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Segundo a Constituição do Concílio Vaticano II Sacrosanctum Concilium, o Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC 102). 

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento (palavra que significa vinda). Este Tempo Litúrgico corresponde às quatro semanas de preparação para o Natal. É a ocasião que temos de nos prepararmos para comemorarmos a primeira vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de sua Encarnação, e também de voltarmos nossos corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. 

Deus, durante muito tempo, foi preparando seu povo para a vinda de seu Filho. Ele enviou profetas, como Isaías, para comunicar o anúncio do Messias, a fim de encontrar o povo preparado. O último dos profetas, João Batista, veio preparar o caminho do Senhor, pregando no deserto da Judéia e pedindo ao povo para fazer penitência, “porque está próximo o Reino dos céus” (Mt 3, 2). E Maria, com o seu Sim, deu à Palavra de Deus o seu consentimento (“Faça-se em mim segundo a tua palavra”), tornando-se a Mãe do Salvador e servindo ao Mistério da Redenção.

Assim, segundo o Catecismo da Igreja Católica, “ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda” (CIC, nº 524). 
Dessa forma, necessitamos nos preparar bem para a vinda do Senhor, por meio da oração e da penitência. Trata-se, portanto, de um apelo à conversão, e por isso a cor litúrgica do Advento é o roxo. O Terceiro Domingo é um prenúncio da alegria messiânica, pois o dia da vinda do Senhor está próximo. Nesse dia, chamado de Domingo da Alegria (Gaudete), a cor litúrgica é o rosa (mistura do roxo da penitência com o branco da alegria). 

Por fim, cabe ressaltar que o Advento é uma oportunidade que temos para fazermos uma revisão de nossas vidas. Portanto, é preciso que façamos um bom exame de consciência e que busquemos o perdão de nossos pecados por meio da Confissão.

Equipe PasCom
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Multiplicai-vos!" (Gn 1, 28)
A palavra de amor dada por Deus aos nosso primeiros pais no paraíso, foi convertida pela modernidade em uma palavra de temor.  Foi implantada no pensamento da população, que devemos controlar a natalidade, ter poucos filhos, que uma família numerosa está fadada a pobreza, ao insucesso profissional dos pais e futuramente dos filhos. Sendo assim é triste ver jovens casais que após receberem o sacramento do matrimônio respondem sem ressalva que filhos: “nem tão cedo". Os filhos sempre foram sinal de benção para uma casa (Cf CIC 2373), e o anúncio de uma gestação sempre trouxe consigo uma grande alegria.

Entretanto a procriação e o casamento estão intrinsecamente ligados à relação sexual, da qual não pode ser excluída. A relação sexual compreende a dimensão unitiva  e procriativa, lembremo-nos que no paraíso Eva foi criada para Adão e ele pertencia apenas a Eva.
É natural que o ato sexual possibilite a geração de uma nova vida e todo e qualquer pessoa que se propõe a fazê-lo deve saber disso. Ao gerar uma nova vida a mulher apresentará períodos de debilidade física, que a fará contar com a ajuda de um companheiro para sua a segurança física e da criança. Depois do nascimento ambos precisam dar suporte aquela vida que acaba de nascer, pois sozinha ela não conseguiria sobreviver nem um dia no mundo, ou seja, não só a relação sexual está ligada a geração de uma nova vida, bem como esta é uma dimensão própria do matrimônio.

A cerca de 40 anos chegava às mãos femininas a pílula anticoncepcional com a propaganda de proporcionar à mulher a liberdade de ter relações sexuais sem engravidar. A mulher seria senhora do seu prazer podendo ter relações com quem quisesse sem medo dos olhares, pois sem “barriga” estaria sempre virgem para os outros.

A pílula ajudou, e continua; a reduzir a relação sexual à mera busca do prazer e depois na instrumentalização do homem e da mulher como objetos sexuais. Com ela homem e mulher excluíram do ato sexual a naturalidade da procriação em busca da satisfação descompromissada do sexo.

O uso de pílulas anticoncepcionais por casais católicos constitui pecado grave (Cf CIC 2399), o que impede a pessoa de se aproximar da comunhão.
O amor conjugal compreende uma relação sempre aberta à vida, o que por outro lado não quer dizer que o casal não pode procurar-se mesmo não desejando ter filhos, mas isto deve ser feito de forma natural; pois o corpo da mulher já apresenta por si períodos de infertilidades. Deve-se também ter motivos sérios para evitar uma gravidez, Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes: “ Já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão ( de praticar a continência periódica -  limitar ou espaçar os nascimentos)  só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.

A pílula anticoncepcional em sua forma original continha dosagens altas de hormônios que enganavam a hipófese, (glândula situada dentro do crânio) e impediam que ela produzisse o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo, pois o corpo tem a falsa mensagem de que a mulher está grávida.
Não podemos chamar de remédio um comprimido que faz o ovário (que está funcionando bem) deixar de funcionar.
A pílula expõe também a mulher a graves conseqüências para a sua saúde, tais como: Trombose, AVC, câncer de mama, tumores no fígado, obesidade, depressão, entre outras.
Com a finalidade de reduzir estes efeitos os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula, ou seja, cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação e nestes casos o que ocorre é o ABORTO. A criança concebida nestes casos não encontrará no útero o revestimento necessário para acolhê-la; são os chamados abortos ocultos.

De acordo com a bula do anticoncepcional Nordette: “Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o mecanismo primário dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e no endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).” Em outras palavras o remédio reconhece que pode haver falhas na inibição da ovulação, mas caso isso não aconteça agirá impedindo a implantação deste óvulo no útero. Lembremo-nos que a vida começa na fecundação do espermatozóide no óvulo, ali já se encontram os 46 cromossomos necessários para que a vida aconteça nada mais será acrescentado, haverá apenas o desenvolvimento do embrião. O que compreendemos então é que as mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais já fizeram ou correm o risco de fazerem abortos e nem saberão. Somente nos céus cada mulher verá quantos filhos matou por utilizar este veneno vendido nas farmácias.

Equipe PasCom

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Padre Thiago atenderá confissões nos seguintes horários:
sexta-feira, 09 horas. Sábado, 10 horas. Padre Thiago sugere que os paroquianos tentem se confessar nesses horários, pois as confissões antes das Missas costumam ser um pouco apressadas. Porém, havendo necessidade dos paroquianos, ele confessará antes e depois das Missas. Lembrando que para uma boa confissão é necessário:

1 - Examinar a consciência, isto é, recordar na presença de Deus todos os pecados cometidos - e ainda não confessados - por pensamentos, palavras, atos e omissões, contra os mandamentos de Deus e da Igreja, e contra as obrigações do próprio estado.

2 - Ter dor por ter ofendido a Deus. Deve-se ir à confissão com o coração humilde, arrependido sinceramente de ter pecado, de ter se afastado do amor de Deus. O arrependimento dos nossos pecados é o mais importante de tudo: se faltar, a confissão é nula.

3 - Fazer o propósito de não tornar a pecar. Ter uma firme resolução de não tornar a pecar e de empregar os meios necessários para evitar o pecado.

4 - Declarar sinceramente os pecados ao confessor, detalhando a espécie de pecado e o número, se são graves. A acusação deve ser: humilde, sincera, prudente e breve.

5 - Cumprir a penitência.

Cabe ressaltar que devem-se confessar todos os pecados mortais. Comete-se pecado mortal quando ao mesmo tempo há matéria grave, plena consciência e consenso deliberado.

Equipe PasCom
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domingo, 13 de outubro de 2013


Catequese

Praça São Pedro - Vaticano
Sábado, 12 de outubro de 2013




Amados irmãos e irmãs,
Reunimo-nos aqui, neste encontro do Ano da Fé dedicado a Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, nossa Mãe. A sua imagem, vinda de Fátima, ajuda-nos a sentir a sua presença no meio de nós. Maria leva-nos sempre a Jesus. É uma mulher de fé, uma verdadeira crente. Como foi a fé de Maria?
1. O primeiro elemento da sua fé é este: a fé de Maria desata o nó do pecado (cf. LG, 56). Que significa isto? Os Padres conciliares retomaram uma expressão de Santo Ireneu, que diz: «O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; aquilo que a virgem Eva atara com a sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com a sua fé» (Adv. Haer. III, 22, 4).
O «nó» da desobediência, o "nó" da incredulidade. Poderíamos dizer, quando uma criança desobedece à mãe ou ao pai, que se forma um pequeno «nó». Isto sucede, se a criança se dá conta do faz, especialmente se há pelo meio uma mentira; naquele momento, não se fia da mãe e do pai. Isto acontece tantas vezes! Então a relação com os pais precisa de ser limpa desta falta e, de facto, pede-se desculpa para que haja de novo harmonia e confiança. Algo parecido acontece no nosso relacionamento com Deus. Quando não O escutamos, não seguimos a sua vontade e realizamos acções concretas em que demonstramos falta de confiança n’Ele – isto é o pecado –, forma-se uma espécie de nó dentro de nós. Estes nós tiram-nos a paz e a serenidade. São perigosos, porque de vários nós pode resultar um emaranhado, que se vai tornando cada vez mais penoso e difícil de desatar.Mas, para a misericórdia de Deus, nada é impossível! Mesmo os nós mais complicados desatam-se com a sua graça. E Maria, que, com o seu «sim», abriu a porta a Deus para desatar o nó da desobediência antiga, é a mãe que, com paciência e ternura, nos leva a Deus, para que Ele desate os nós da nossa alma com a sua misericórdia de Pai. Poderíamos interrogar-nos: Quais são os nós que existem na minha vida? Para mudar, peço a Maria que me ajude a ter confiança na misericórdia de Deus?
2. Segundo elemento: a fé de Maria dá carne humana a Jesus. Diz o Concílio: «Acreditando e obedecendo, gerou na terra, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do eterno Pai» (LG, 63). Este é um ponto em que os Padres da Igreja insistiram muito: Maria primeiro concebeu Jesus na fé e, depois, na carne, quando disse «sim» ao anúncio que Deus lhe dirigiu através do Anjo. Que significa isto? Significa que Deus não quis fazer-Se homem, ignorando a nossa liberdade, quis passar através do livre consentimento de Maria, do seu «sim».
Entretanto aquilo que aconteceu de uma forma única na Virgem Mãe, sucede a nível espiritual também em nós, quando acolhemos a Palavra de Deus com um coração bom e sincero, e a pomos em prática. É como se Deus tomasse carne em nós: Ele vem habitar em nós, porque faz morada naqueles que O amam e observam a sua palavra.Perguntemo-nos: Estamos nós conscientes disto? Ou pensamos que a encarnação de Jesus é um facto apenas do passado, que não nos toca pessoalmente? Crer em Jesus significa oferecer-Lhe a nossa carne, com a humildade e a coragem de Maria, para que Ele possa continuar a habitar no meio dos homens; significa oferecer-Lhe as nossas mãos, para acariciar os pequeninos e os pobres; os nossos pés, para ir ao encontro dos irmãos; os nossos braços, para sustentar quem é fraco e trabalhar na vinha do Senhor; a nossa mente, para pensar e fazer projectos à luz do Evangelho; e sobretudo o nosso coração, para amar e tomar decisões de acordo com a vontade de Deus. Tudo isto acontece graças à acção do Espírito Santo. Deixemo-nos guiar por Ele!
3. O último elemento é a fé de Maria como caminho: o Concílio afirma que Maria «avançou pelo caminho da fé» (LG, 58). Por isso, Ela nos precede neste caminho, nos acompanha e sustenta.
Em que sentido a fé de Maria foi um caminho? No sentido de que toda a sua vida foi seguir o seu Filho: Ele é a estrada, Ele é o caminho! Progredir na fé, avançar nesta peregrinação espiritual que é a fé, não é senão seguir a Jesus; ouvi-Lo e deixar-se guiar pelas suas palavras; ver como Ele se comporta e pôr os pés nas suas pegadas, ter os próprios sentimentos e atitudes d’Ele: humildade, misericórdia, solidariedade, mas também firme repulsa da hipocrisia, do fingimento, da idolatria. O caminho de Jesus é o do amor fiel até ao fim, até ao sacrifício da vida: é o caminho da cruz. Por isso, o caminho da fé passa através da cruz, e Maria compreendeu-o desde o princípio, quando Herodes queria matar Jesus recém-nascido. Mas, depois, esta cruz tornou-se mais profunda, quando Jesus foi rejeitado: então a fé de Maria enfrentou a incompreensão e o desprezo; quando chegou a «hora» de Jesus, a hora da paixão: então a fé de Maria foi a chamazinha na noite. Na noite de Sábado Santo, Maria esteve de vigia. A sua chamazinha, pequena mas clara, esteve acesa até ao alvorecer da Ressurreição; e quando lhe chegou a notícia de que o sepulcro estava vazio, no seu coração alastrou-se a alegria da fé, a fé cristã na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Este é o ponto culminante do caminho da fé de Maria e de toda a Igreja. Como está a nossa fé? Temo-la, como Maria, acesa mesmo nos momentos difíceis, de escuridão? Tenho a alegria da fé?
Esta noite, ó Maria, nós Te agradecemos pela tua fé e renovamos a nossa entrega a Ti, Mãe da nossa fé.






Fonte: www.news,va
Equipe PasCom


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Neste final de semana, por ocasião do Ano da Fé, ocorreu, em Roma, a Jornada Mariana. No sábado, milhares de peregrino, vindos de todo o mundo, acolheram a imagem de Nossa Senhora de Fátima, a original que fica na Capela das Aparições, em Fátima. 
Quando a imagem chegou ao Vaticano, ela primeiro foi levada ao Mosteiro Mater Ecclesiae, onde reside o Bispo Emérito de Roma, Sua Santidade Bento XVI, que rezou diante da Imagem da Virgem. Depois, a imagem foi ao encontro do Papa Francisco.
Às 17 horas, horário de Roma, teve início o momento de oração, na Praça de São Pedro. Após a récita do Terço, o Santo Padre proferiu uma homília.
A partir das 19 horas, a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi transportada para o Santuário do Divino Amor (a 20 Km de Roma), para a oração intitulada ‘Com Maria para além da noite’, evento organizado pelo Vicariato de Roma e patrocinado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. A iniciativa incluiu a recitação da oração do Rosário, em ligação direta, via satélite, com dez santuários marianos dos diversos continentes, e uma vigília a partir das 22h00 que se estendeu “por toda a noite”. Estiveram em ligação directa os seguintes santuários marianos: Nazareth (Israel), Lourdes (França), Czestochowa (Polónia), Banneaux (Bélgica), Aparecida (Brasil), Akita (Japão), Nairobi (Quénia), Washington (EUA), Vailankanny (Índia) e Lujan (Argentina). Através de um vídeo, transmitido ao vivo nos santuários mencionados, Papa Francisco transmitiu uma mensagem. O vídeo pode ser visto pelo link: http://www.youtube.com/watch?v=3ksdcQD8VMM#t=33

No domingo, pela manhã, na Praça de São Pedro, o Papa celebrou uma Missa, que foi concluída com a consagração do mundo à Santa Virgem. Leiamos as palavras que o Santo Padre proferiu no ato de entrega:
"Beata Maria Virgem de Fátima,
com renovada gratidão pela tua presença materna

unimos a nossa voz àquela de todas as gerações
que te chamam beata.

Celebramos em ti as grandes obras de Deus,
que jamais se cansa de prostrar-se com misericórdia
sobre a humanidade, afligida pelo mal e ferida pelo pecado,
para curá-la e para salvá-la.
Acolhe com benevolência de Mãe
O ato de consagração que hoje fazemos com confiança,
diante desta tua imagem tão querida a nós.
Estamos certos de que cada um de nós é precioso aos teus olhos
e que nada é a ti estranho de tudo aquilo que habita em nossos corações.
Nos deixamos alcançar pelo teu dulcíssimo olhar
e recebemos o afago consolador do teu sorriso.
Protege a nossa vida entre os teus braços:
abençoa e reforça todo desejo de bem;
reaviva e alimenta a fé;
ampara e ilumina a esperança;
suscita e anima a caridade;
guia todos nós no caminho da santidade.
Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção
Pelos pequenos e pelos pobres,
pelos excluídos e os sofredores,
pelos pecadores e os dispersos de coração:
reúne todos sob tua proteção
e os entrega ao teu Filho amado, o Senhor nosso Jesus.
Amém".

Fontes: www.news.va
www.acidigital.com
Equipe PasCom
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

No dia 02 de outubro, a Igreja celebra a Memória Litúrgica dos Santos Anjos da Guarda. Esta celebração foi estendida à toda Igreja pelo Papa Paulo V no ano de 1608.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, "a existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da tradição" (CIC nº 328). Os anjos são servidores e mensageiros de Deus. O Evangelho de hoje nos apresenta a Palavra do Senhor Jesus que diz que "os anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus" (Mt 18, 10). Os anjos são poderosos executores da Palavra de Deus. 
A Sagrada Escritura nos indica a presença dos anjos na vida humana, acompanhando o Povo de Deus ao longo da História da Salvação, dizendo o salmista que "o anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva" (Sl 33(34), 8). A Bíblia ainda nos mostra a ação dos anjos encarregados do cuidado dos homens (cf. Gên 24, 7; Êx 23, 20). A doutrina da Igreja ensina que cada cristão, desde o momento do batismo, é confiado a um anjo particular, como diz o salmo 90 (91): "porque aos seus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos" (Sl 90, 11). Logo, o anjo da guarda tem a missão de guardar o cristão a ele confiado, guiá-lo no caminho do bem, inspirar-lhe bons sentimentos, secundar suas livres escolhas quando estas o encaminham a Deus, ou fazer-lhe perceber a censura interior da consciência quando elas conduzem à transgressão da lei divina. 
Os anjos da guarda são nossos fiéis companheiros e devemos ter muita confiança e carinho com esses servidores do Senhor, aos quais está confiada nossa proteção. Devemos lembrar deles todos os dias e fazermos aquela conhecida oração, que muitas mães e avós ensinaram a seus filhos: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege e guarda, governa e ilumina. Amém".
São Pio de Pietrelcina tinha uma grande devoção aos anjos da guarda. Dizia ele "como é consolador saber que perto de nós está um espírito que, desde o berço até o túmulo, nunca nos deixa um instante, nem sequer quando nos atrevemos a pecar". Padre Pio podia ver os anjos da guarda e ele sugeria àqueles que precisavam enviar mensagens urgentes a ele que mandassem o anjo da guarda com a mensagem. 
Oremos:
Ó Deus, que por inefável providência vos dignais enviar vossos santos Anjos para nossa guarda, concedei aos que Vos suplicam, sejamos sempre defendidos por sua proteção e possamos gozar eternamente da sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Bendizei ao Senhor, vós, todos os seus Anjos, poderosos em força, que cumpris suas ordens, logo que ouvis a sua palavra.

Santo Anjo da Guarda, rogai por nós.

Fonte: www.paulinas,org,br
Devocionário a São Pio de Pietrelcina, Ed. Canção Nova, 2003
Oração e jaculatórias extraídas do livro Seleta de Oração

Equipe PasCom

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Catequese
Praça São Pedro - Vaticano
Quarta-feira, 2 de outubro de 2013




Catequese do Santo Padre tratou do ponto do Credo em que dizemos que cremos na Igreja, focando no aspecto da santidade ("Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica"). O Santo Padre ressaltou que a Igreja é santa "porque é guiada pelo Espírito Santo, que purifica, transforma e renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, ela é fruto do Espírito Santo e dos dons d`Ele".

Vejamos a íntegra da catequese:

"Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No “Credo”, depois de ter professado “Creio na Igreja una”, acrescentamos o adjetivo “santa”; afirmamos, isto é, a santidade da Igreja e esta é uma característica que já esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, os quais se chamavam simplesmente “os santos” (cfr At 9, 13. 32. 41; Rm 8, 27; 1 Cor 6, 1), porque tinham a certeza de que a ação de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja.
Mas em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?
Para responder à pergunta gostaria de guiar-me por um trecho da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que “Cristo amou a Igreja e doou a si mesmo por ela, para torná-la santa” (5, 25-26). Cristo amou a Igreja, doando todo a si mesmo na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal (cfr Mt 16, 18). É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus (cfr Mc 1, 24), está unido de forma indissolúvel a esta (cfr Mt 28, 20); é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!
2. Vocês poderiam dizer-me: mas a Igreja é formada por pecadores, vemos isso todos os dias. E isto é verdade: somos uma Igreja de pecadores; e nós pecadores somos chamados a deixar-nos transformar, renovar, santificar por Deus. Houve na história a tentação de alguns que afirmavam: a Igreja é somente a Igreja dos puros, daqueles que são totalmente coerentes e os outros seguem afastados. Isto não é verdade! Isto é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; não rejeita todos nós; não rejeita porque chama todos, acolhe-os, está aberta também aos mais distantes, chama todos a deixar-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de encontrá-Lo, de caminhar rumo à santidade. “Mas, padre, eu sou um pecador, tenho grandes pecados, como posso sentir-me parte da Igreja?”. Querido irmão, querida irmã, é propriamente isto que deseja o Senhor; que você lhe diga: “Senhor, estou aqui, com os meus pecados”. Alguém de vocês está aqui sem os próprios pecados? Alguém de vocês? Ninguém, nenhum de nós. Todos levamos conosco os nosso pecados. Mas o Senhor quer ouvir que lhe digamos: “Perdoa-me, ajuda-me a caminhar, transforma o meu coração!”. E o Senhor pode transformar o coração. Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre, Deus te espera sempre. Deus te abraça, te beija e faz festa. Assim é o Senhor, assim é a ternura do nosso Pai celeste. O Senhor nos quer parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher todos, que não é a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos podem ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais frágeis, os pecadores, os indiferentes, aqueles que se sentem desencorajados e perdidos. A Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho da santidade, que é o caminho do cristão: faz-nos encontrar Jesus Cristo nos Sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; comunica-nos a Palavra de Deus, faz-nos viver na caridade, no amor de Deus para com todos. Perguntemo-nos então: deixamo-nos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma? Somos uma Igreja na qual se vive o amor de Deus, na qual se tem atenção para com o outro, na qual se reza uns pelos outros?
3. Uma última pergunta: o que posso fazer eu que me sinto indefeso, frágil, pecador? Deus te diz: não ter medo da santidade, não ter medo de sonhar alto, de deixar-se amar e purificar por Deus, não ter medo de deixar-se guiar pelo Espírito Santo. Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Todo cristão é chamado à santidade (cfr Const. Dogm. Lumen gentium, 39-42); e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas no deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo. Há uma célebre frase do escritor francês Léon Bloy; nos últimos momentos da sua vida dizia: “Há uma só tristeza na vida, aquela de não ser santos”. Não percamos a esperança na santidade, percorramos todos este caminho. Queremos ser santos? O Senhor espera todos nós, com os braços abertos; espera-nos para nos acompanhar neste caminho de santidade. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor… peçamos este dom a Deus na oração, por nós e pelos outros".

Fonte: papa.cancaonova.com
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sábado, 28 de setembro de 2013

Nosso blog postou um texto falando da vida de oração na família do Papa Emérito Bento XVI. Ainda nesse clima de pensar na grande importância da oração em família, será apresentada uma exortação que o Beato Papa João Paulo II fez às famílias na Carta Apóstólica Rosarium Virginis Mariae (RVM), pedindo para que seus membros tivessem o costume de rezar juntos.
Nesta Carta Apóstólica, o saudoso Beato João Paulo II tratou sobre o Rosário e sobre a grande riqueza dessa oração para a vida da Igreja. Dizia o Santo Padre que “é preciso não deixar perder essa preciosa herança. Importa voltar a rezar em família e pelas famílias, servindo-se ainda desta forma de oração” (RVM, 41). Assim sendo, explica o Romano Pontífice:
“A família que reza unida, permanece unida. O Santo Rosário, por antiga tradição, presta-se de modo particular a ser uma oração em que a família se encontra. Os seus diversos membros, precisamente ao fixarem o olhar em Jesus, recuperam também a capacidade de se olharem sempre de novo olhos nos olhos para comunicarem, solidarizarem-se, perdoarem-se mutuamente, recomeçarem com um pacto de amor renovado pelo Espírito de Deus.
Muitos problemas das famílias contemporâneas, sobretudo nas sociedades economicamente evoluídas, derivam do fato de ser cada vez mais difícil comunicar. Não conseguem estar juntos, e os raros momentos para isso acabam infelizmente absorvidos pelas imagens da televisão. Retomar a recitação do Rosário em família significa inserir na vida diária imagens bem diferentes – as do mistério que salva: a imagem do Redentor, a imagem de sua Mãe Santíssima. A família, que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projetos, e dele se recebe a esperança e a força para o caminho” (RVM, 41).

Além disso, no número 5 da referida Carta Apostólica, o Beato João Paulo II alerta que “há necessidade dum Cristianismo que se destaque principalmente pela arte da oração”, sendo “extremamente urgente que as nossas comunidades cristãs se tornem autênticas escolas de oração” (RVM, 5). Ao pensarmos em comunidades, precisamos ter em mente que não se trata apenas das capelas, das igrejas, das paróquias, mas também da família (D. Miguel M. Giambelli, Como rezar bem o Rosário, Editora Canção Nova). Portanto, as famílias devem ser escolas de oração, pois família que reza unida, permanece unida.


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A primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na Cidade do Rio de Janeiro acontecerá no dia 5 de outubro. A concentração terá início às 9h, na Candelária, e seguirá em direção à Cinelândia. A iniciativa é coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – BRASIL SEM ABORTO.

Convido a todos a participarem para mostrar a sua adesão a essa iniciativa da Igreja de defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. Será uma Marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida, afirmou o bispo auxiliar Dom Antônio Augusto Dias Duarte, que é presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida.
A caminhada será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos, e tem previsão de término às 12h.
Eu conto com todos vocês e peço que difundam esse convite aos seus familiares e amigos. Essa caminhada é uma resposta que queremos dar a tantas pessoas que não veem na vida, um tesouro que Deus nos concedeu, motivou.
Fonte: arqrio.org
Equipe PasCom
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Papa Emérito Bento XVI nasceu em uma família profundamente católica. Seus pais, Joseph (1877-1959) e Maria (1884-1963), casaram-se em 1920 e tiveram três filhos: Maria (1921-1991), Georg (1924) e Joseph/Bento XVI (1927). Os filhos homens entraram para o seminário e foram ordenados sacerdotes no mesmo dia, 29 de junho de 1951. O mais velho, Georg, tornou-se um grande músico na Alemanha e durante décadas foi o Maestro do coro da Catedral de Regensburg, um dos melhores do mundo e de renome internacional. O mais novo, Joseph, tornou-se um brilhante teólogo e professor, assumindo diversos serviços na hierarquia eclesiástica, sendo Arcebispo, Cardeal, até ser eleito como o Sucessor do Apóstolo Pedro.
Em 2011, um jornalista alemão, Michael Hesemann, realizou uma série de entrevista com o irmão do então Papa Bento XVI, Monsenhor Georg Ratzinger. Destas entrevistas surgiu um livro, Meu irmão, o Papa, que narra a trajetória dos dois irmãos, com o foco na vida de Bento XVI. O livro pode ser encontrado em livrarias católicas. Até há alguns meses, tinha exemplares dele na loja da Canção Nova, no Centro (Rua do Rosário
No livro, o Monsenhor Georg mostra como a vida de sua família era guiada pela oração, estando a religiosidade bastante presente no dia-a-dia da família. Por exemplo, segundo ele, “o nosso completo decurso do ano era definido pelas celebrações religiosas” (RATZINGER, 2012, p. 44)*. Além disso, “a oração do Rosário era um hábito quase diário em nossa família, e obrigatório aos sábados. Nós nos ajoelhávamos no chão da cozinha, cada um com os braços apoiados em uma cadeira à frente e um de nós, geralmente papai, recitava a oração” (p. 39).
Mas é bastante significativo um testemunho feito pelo Monsenhor e um alerta que ele lança para os pais e mães católicos:
“Quando ficamos um pouco mais velhos, primeiro eu, depois o meu irmão, éramos coroinhas aos domingos e às vezes durante a semana, enquanto a nossa mãe e a nossa irmã iam a outra Missa. Em alguns domingos, chegávamos a assistir duas Missas, a primeira como coroinhas e a outra com a família. Por exemplo, a Missa matinal, às 6 horas da manhã, ou o serviço paroquial às 8 horas ou 08:30 da manhã. Na parte da tarde, às 2 horas, havia mais uma Missa, e nos feriados tinha as Vésperas.
Esta devoção vivida e praticada determinou nossas vidas, embora eu hoje celebre apenas uma Missa Sagrada por dia e renuncie a ir a uma segunda vez. Mas àquilo que recebemos de berço, nós permanecemos fiéis por toda a vida.
Estou convencido de que a ausência desta piedade tradicional em muitas famílias é uma razão para a atual carência na nova geração de padres. O que muita gente pratica é mais uma forma de ateísmo do que de Cristianismo. Talvez até mantenham uma vaga religiosidade de alguma forma, por exemplo, indo à Missa para as grandes celebrações. Mas esta fé rudimentar não permeia suas existências, ela já não está inscrita em suas vidas cotidianas. Isso começa pelas refeições, que eles fazem sem sequer pensar em alguma oração, e vai até o ponto em que já não vão à igreja regularmente aos domingos. Assim é introduzido um modo de vida quase pagão. Se a uma vida religiosa não é praticada dentro da família, isso se refletirá por toda a vida de uma pessoa. Eu converso frequentemente com meus irmãos padres; a maioria viveu em famílias que oravam regularmente, e nas quais todos iam juntos à Missa. Isso moldou suas vidas e orientou-os no caminho de Deus. Desta forma, sua vocação foi semeada em solo fértil” (pgs. 42-43).
Estas palavras do Monsenhor Georg são muito importantes. Mostram, em primeiro lugar, os belos efeitos que há numa família que vive sua fé (união, partilha, boa educação dos filhos e, não rara vezes, uma vocação religiosa). Uma família católica que planta e cultiva a raiz da fé, terá filhos “enraizados e edificados em Cristo, inabaláveis na fé” (cf. Col 2, 7). Mas, em contrapartida, quando uma família não vive sua religiosidade, os filhos crescem sem perceber o verdadeiro sentido da vida humana, que é buscar a Deus.
Que as famílias católicas possam aprender com o exemplo da família Ratzinger!



ORAÇÃO DA FAMÍLIA

“Ó Deus, de que procede toda paternidade no Céu e na Terra, Pai, que és Amor e Vida, faz que cada família humana sobre a Terra se converta, por meio de teu Filho, Jesus Cristo “nascido de Mulher”, e mediante o Espírito Santo, fonte de caridade divina, em verdadeiro santuário da vida e do amor para as gerações que se renovam. Faz que tua graça guie os pensamentos e as obras dos esposos para o bem de suas famílias e de todas as famílias do mundo. Faz que as jovens gerações encontrem na família um forte apoio para a humanidade e seu crescimento, na verdade e no amor. Faz que o amor, reafirmado pela graça do sacramento do matrimônio, revele-se mais forte que qualquer debilidade e qualquer crise, pelas quais às vezes passam nossas famílias. Faz, finalmente, te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que a Igreja em todas as nações da Terra possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família. Tu que és a Vida, a Verdade e o Amor, na unidade do Espírito Santo.
Amém!” (Beato João Paulo II).


*RATZINGER, Georg. Meu irmão, o Papa: da infância ao pontificado: um tocante relato sobre a vida de Bento XVI/Georg Ratzinger; depoimento a Michael Hesemann. São Paulo: Editora Europa, 2012.

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