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domingo, 15 de maio de 2016


Solenidade de Pentecostes

Papa Francisco

Praça de São Pedro

Domingo,

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Celebramos hoje a grande festa de Pentecostes, que finaliza a época da Páscoa, cinquenta dias após a ressurreição de Cristo. A liturgia convida-nos a abrir nossas mentes e os nossos corações aos dons do Espírito Santo, que Jesus prometeu várias vezes aos seus discípulos, o primeiro e principal dom que ele ganhou por nós com sua Ressurreição. Esse dom, o próprio Jesus orou ao Pai, como evidenciado pelo Evangelho de hoje, que ocorre durante a Última Ceia. Jesus diz aos seus discípulos: "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos; e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito para estar com vocês para sempre "(Jo 14,15-16).

Estas palavras nos fazem lembrar, antes de tudo que o amor de uma pessoa, e também para o Senhor, não se prova com palavras, mas com ações; e também "guardam os mandamentos" deve ser entendido num sentido existencial, de modo que ele está envolvido em toda a sua vida. Na verdade, não necessariamente para ser um cristão significa pertencer a uma determinada cultura ou aderir a uma certa doutrina, mas sim para amarrar sua própria vida, em todos os seus aspectos, à pessoa de Jesus e, através dele, ao Pai. Para este fim, Jesus promete a efusão do Espírito Santo aos seus discípulos. Graças ao Espírito Santo, o amor que une o Pai e do Filho e prossegue a partir deles, todos nós podemos viver a mesma vida de Jesus. O Espírito, de fato, nos ensina todas as coisas, essa é a única coisa necessária: A amar como Deus ama.

E prometendo o Espírito Santo, Jesus o chama de "outro Paráclito" (v. 16), o que significa Consolador, Advogado, Intercessor, isto é, aquele que nos ajuda, nos protege, está do nosso lado na jornada da vida e na luta pela bem e contra o mal. Jesus diz que "outro Paráclito" porque o primeira é, ele próprio, que foi feito justamente para tomar sobre si a nossa condição humana e libertá-lo da escravidão do pecado.

Além disso, o Espírito Santo exerce uma função de ensino e de memória. Aprendizagem e memória. Disse Jesus: "O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (v 26).. O Espírito Santo não trará um ensino diferente, mas faz viver, faz operar o ensinamento de Jesus, porque a passagem do tempo não apaga ou desaparece. O Espírito Santo enxerta este ensino em nosso coração, nos ajuda a internalizá-lo, tornando parte de nós, carne da nossa carne. Ao mesmo tempo, preparar os nossos corações porque para ser realmente capaz de obter as palavras e exemplos do Senhor. Toda vez que a palavra de Jesus é recebida com alegria no coração, esta é a obra do Espírito Santo.

Vamos agora rezar juntos o Regina Coeli - pela última vez este ano -, invocando a intercessão materna da Virgem Maria. Que ela nos de a graça de ser fortemente animado pelo Espírito Santo, para dar testemunho de Cristo com firmeza evangélica e abrir-nos cada vez mais à plenitude do seu amor.

Depois do Regina Coeli:

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje, muito apropriado no contexto de Pentecostes, será a minha Mensagem para o Dia Mundial das Missões, que se celebra todos os anos em outubro. O Espírito Santo dará força a todos os missionários a apoiar a missão da Igreja em todo o mundo. E o Espírito Santo dará aos jovens - rapazes e moças- força, que querem ir para pregar o Evangelho. Pedimos, hoje, o Espírito Santo.

Saúdo todos vós, famílias, grupos de igreja, as associações, os peregrinos da Itália e de várias partes do mundo, especialmente de Madrid, Praga e Tailândia; bem como os membros da comunidade católica em Londres coreano.

Saúdo os fiéis de Casalbuttano, Cortona, Terni, Ragusa; os meninos de Massa Romagnano; e "Sacred Choral Jonica" da província de Taranto.

Saúdo de modo especial todos aqueles envolvidos no dia de hoje no "Festival das Nações", no 25º aniversário, em São João de Latrão. Esta festa, um sinal de unidade e diversidade de culturas, ajuda-nos a entender que o caminho para a paz é esta: criar a unidade, respeitando a diversidade.

Dirijo um pensamento especial ao Alpini, reunidos em Asti para o Encontro Nacional. Exorto-os a ser testemunhas da misericórdia e esperança, seguindo o exemplo do Beato Don Carlo Gnocchi, do Beato Irmão Luigi Bordino e venerável Teresio Sallowthorns, que honrou o Corpo de Alpini pela santidade de suas vidas.

E eu desejo a todos uma festa de Pentecostes feliz. Por favor, não se esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus!

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quarta-feira, 11 de maio de 2016


O Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, essa audiência se desenvolve em dois lugares: como não havia risco de chuva, os doentes estão na sala Paulo VI e nos acompanham por meio de telões; dois lugares, mas uma única audiência. Saudamos os enfermos que estão na Paulo VI. Hoje queremos refletir sobre a parábola do Pai misericordioso. Ela fala de um pai e seus dois filhos, e introduz-nos a infinita misericórdia de Deus.

Começaremos a partir do final, que é a alegria do coração do Pai, que diz: "Façamos festa, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (Lu 15,23-24.). Com estas palavras, o pai interrompeu seu filho mais novo, quando ele estava confessando sua culpa: "Eu já não sou digno de ser chamado teu filho ..." (Lu 15,19). Mas esta expressão é insuportável para o coração de seu pai, que em vez disso rapidamente  devolve, a criança, os sinais da sua dignidade: bela roupa,  o anel, os sapatos. Por acaso Jesus descreve um pai ofendido e ressentido, um pai que, por exemplo, diz a seu filho: "Você vai pagar por"? Não, o pai abraça-o, esperando por ele com amor. A única coisa que o pai se preocupa é que esta criança está diante dele sã e salva e isso o deixa feliz e comemora. As boas-vindas do filho retornando é descrita de forma comovente: "Quando ele ainda estava longe, seu pai o viu e teve compaixão e, correndo, caiu sobre seu pescoço e beijou-o" (Lu 15,20).. Com muita ternura; o vi de longe: O que isso significa? Que o pai subiu no telhado para observar continuamente a estrada e ver se a criança retornara; o filho que tinha feito de tudo, mas seu pai estava esperando por ele. Que bela ternura do pai! A misericórdia do Pai está transbordando, incondicionalmente, e manifesta-se mesmo antes do filho falar. Claro, a criança conhece o erro e reconhece-o: "Pequei ... me deixe apenas como um de teus trabalhadores" (Lu 15,19). Mas essas palavras se dissolvem na frente do perdão do pai. O abraço e o beijo de seu pai fazem com que ele entenda que ele sempre foi considerado a criança, apesar de tudo. É importante para este ensinamento de Jesus: a nossa condição de filhos de Deus é o fruto do amor do coração do Pai; Ele não depende de nossos méritos ou por nossas ações e, em seguida, ninguém pode tirar isso, nem mesmo o diabo! Ninguém pode tirar essa dignidade.

Esta palavra de Jesus nos encoraja a não nos desesperarmos. Penso nas mães e pais apreensivos quando vêem seus filhos fugir tomando estradas perigosas. Eu acho que os párocos e catequistas que às vezes me perguntam se o seu trabalho foi em vão. Mas também acho que aqueles que estão na prisão, e eles sentem que sua vida acabou; para aqueles que fizeram escolhas erradas e deixaram de olhar para o futuro; a todos aqueles que têm fome de misericórdia e perdão e acreditam que eles não merecem isso ... Em qualquer situação na vida, não devemos esquecer que nós nunca vamos deixar de ser filhos de Deus, e sendo o filho de um Pai que espera ansioso para o nosso regresso. Mesmo em situação ruim na vida, Deus está esperando por mim, Deus quer me abraçar, Deus está esperando por mim.

Na parábola há um outro filho, o mais velho; ele precisa descobrir a misericórdia do Pai. Ele manteve-se sempre em casa, mas é tão diferente de seu pai! Nas suas palavras falta ternura: "Eis que eu te servi por muitos anos e eu nunca desobedeci seu comando ... mas agora que esse teu filho, voltou ..." (Lu 15,29-30.). Nós vemos o desprezo: nunca disse "pai", nunca disse "irmão", ele só pensa em si mesmo, ele se gaba de que ele estava sempre com seu pai,servindo a ele ; mas ele nunca viveu com alegria essa proximidade. E agora ele acusa o pai de nunca ter dando uma festa para ele. Pobre pai! Um filho tinha ido embora, e o outro que ele nunca esteve realmente presente! É tão sofrimento do Deus, de Jesus, quando nos afastamos, vamos embora ou porque estamos perto, mas não estamos presentes.

O filho mais velho, tem necessidade de misericórdia. Os justos, aqueles que acham que estão certos, eles também têm a sua necessidade de misericórdia. Este filho somos nós quando nos perguntamos se vale a pena lutar muito se não recebemos nada em troca. Jesus nos lembra que na casa do Pai não é obter uma indenização, mas porque tem a dignidade de filhos responsáveis. Este não "pechincha" com Deus, mas para estar seguindo os passos de Jesus que se deu na cruz sem medida é.

"Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu, mas nós tínhamos que celebrar e regozijar-se" (Lu 15,31). É o que diz o pai ao filho mais velho. Sua lógica é a de misericórdia! O filho mais novo achava que ele merecia a punição por causa de seus pecados, o filho mais velho  espera uma recompensa por seus serviços. Os dois irmãos não falam uns com os outros, vivem histórias diferentes, mas eles pensam de acordo com um estrengeiro que tem lógica externa a Jesus, se você fizer o bem você receber um prêmio se você faz mal você é punido; e esta não é a lógica de Jesus, não é! Esta lógica é subvertida por palavras de seu pai: "Foi apropriada de comemorar e se alegrar, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (Lu 15,31).. O pai recuperou seu filho perdido, e agora ele também pode devolvê-lo ao seu irmão! Sem o filho, o filho mais velho deixa de ser um "irmão". A maior alegria para o pai é ver que seus filhos irão se reconhecer irmãos.

As crianças podem decidir se juntar a alegria do pai ou recusar-la. Eles devem questionar os seus próprios desejos e a visão que eles têm da vida. A parábola termina deixando o final em aberto não sei o que o filho mais velho decidiu fazer . E isso é um estímulo para nós. Este Evangelho nos ensina que tudo o que precisamos para entrar na casa do Pai e compartilhar sua alegria com a misericórdia e fraternidade do seu partido. Irmãos e irmãs, vamos abrir nossos corações, para ser "misericordioso como o Pai"!

Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular aos fiéis brasileiros de Araxá. Ao saudar vocês, queridos peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada Nação. Nestes dias em que nos preparamos para a festa de Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do seu Espírito, para que o País, nestes momentos de dificuldade, siga por estradas de harmonia e de paz, com a ajuda da oração e do diálogo. Possa a proximidade de Nossa Senhora Aparecida, que como uma boa Mãe nunca abandona os seus filhos, ser defesa e guia no caminho.

Saúdo os sacerdotes africanos e asiáticos do Pontifício Colégio Missionário São Paulo Apóstolo; o Instituto Antonian e da Fundação San Gottardo, que recorda os 20 anos de fundação. Exorto-vos a viver o Jubileu extraordinário, de modo a redescobrir a necessidade dos trabalhos corporais e espirituais de misericórdia como alimento da nossa fé.

Dirijo uma saudação especial para os jovens, os doentes e recém-casados. No próximo domingo vamos celebrar Pentecostes. Queridos jovens, desejo que  cada um de vós saiba reconhecer, entre as muitas vozes do mundo, a do Espírito Santo, que continua a falar ao coração daqueles que sabem ouvir. Queridos doentes, especialmente vocês hóspedes do Cottolengo de Trentola Ducenta, confiar no Espírito que não fazerá você perder a luz reconfortante de sua presença. E a vós, queridos recém-casados, especialmente para casais do Movimento dos Focolares, Espero sejam no mundo, a transparência do amor de Deus com a fidelidade do seu amor e da unidade da sua fé.

Fonte:Vaticano
Tradução Exclusiva
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Quarta-feira, 13 de abril
 Largos milhares de fiéis saudaram o Santo Padre e ouviram a sua catequese sobre a necessidade de misericórdia e não de sacrifícios.
Partindo da passagem do Evangelho que nos conta a vocação de Mateus, Francisco considerou ser essa uma grande lição que nos recorda que a Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de discípulos que seguem o Senhor porque se reconhecem pecadores e necessitados do seu perdão. “Porque todos somos pecadores” – disse o Santo Padre recordando mesmo uma expressão significativa: “Não há santo sem passado e não há pecador sem futuro”.
Mateus era um publicano, coletor de impostos, considerado um pecador público. Ao chamá-lo, Jesus mostra aos pecadores que não olha para o seu passado, condição social ou convencionalismos exteriores. “Ele não quer uma religiosidade de fachada” – lembrou o Papa – uma religiosidade como a dos fariseus, e lembra-lhes que Deus quer a misericórdia e não o sacrifício.
O Santo Padre afirmou ainda que Jesus oferece um futuro novo a quem aceita o seu convite com um coração humilde e sincero. Um futuro no qual nos sentamos na sua mesa: a mesa da Palavra e da Eucaristia onde Ele nos nutre com o seu corpo e renova a graça do Batismo.
Porque “todos somos discípulos que têm necessidade de experimentar e viver a palavra consoladora de Jesus. Todos temos necessidade de nutrirmo-nos da misericórdia de Deus, porque é dessa fonte que brota a nossa salvação” – disse o Papa no final da sua catequese.
O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portiguesa:
“De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os brasileiros de Uberaba e Uruaçu. Queridos amigos, abandonemos a presunção de nos crermos mais justos e melhores do que os outros; ao contrário, reconheçamos que somos todos discípulos e pecadores necessitados de ser tocados pela misericórdia de Deus. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a benção do Senhor!”
No final da audiência o Papa Francisco convidou os fiéis a rezarem pela sua visita aos refugiados na ilha grega de Lesbos no próximo sábado dia 16 de abril:
“No próximo sábado irei à Ilha de Lesbos, onde nos passados meses transitaram muitíssimos refugiados. Irei juntamente com os meus irmãos o Patriarca de Constantinopla Bartolomeu e o Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia Hieronymos, para exprimir proximidade e solidariedade seja aos refugiados seja aos cidadãos de Lesbos e a todo o povo grego, tão generoso no acolhimento. Peço, por favor, que me acompanhem com a oração, invocando a luz e a força do Espírito Santo e a materna intercessão da Virgem Maria.”
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segunda-feira, 11 de abril de 2016


Como habitualmente, também nas palavras proferidas antes da oração do Regina Coeli juntamente com os fieis reunidos, este domingo, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco teceu algumas considerações acerca do Evangelho deste domingo, III da Páscoa.
Um texto em que o Apóstolo João é um importante protagonista. É ele que reconhece o Jesus nas margens do Lago da Galileia, onde Jeuss vai à procura deles, e onde acontece a pesca milagrosa.
Com efeito - explicou o Papa - depois do período passado com Jesus nos importantes momentos da seu percurso: paixão, morte, ressurreição, os discípulos voltam, como que um pouco desiludidos à sua faina de pescadores. E passam uma noite no lago sem pescar nada. Jesus apresentam-se então a eles, mas não o reconhecem. No entanto obedecem à sua sugestão de lançar as redes à direita do barco. Resultado; uma pesca incrivelmente abundante. E eis então que João diz a Pedro: “É o Senhor!” Pedro atirou-se imediatamente à água e foi ter com Jesus na margem do Lago. Naquela exclamação “É o Senhor!” – disse o Papa – está o entusiasmo da fé pascal:
“Naquela exclamação “è o Senhor!”, está todo o entusiasmo da fé pascal, cheia de alegria e estupor, que contrasta fortemente com a confusão, o desconforto, o sentido de impotência que se tinham acumulado no ânimo dos discípulos”.
Aquela rede vazia era, na interpretação do Papa, como que o balanço da experiencia dos discípulos com Jesus: “tinham-no conhecido, tinham abandonado tudo para o seguir, cheios de esperança …. E agora?”.  Mas aquela aparição de Cristo ressuscitado no Lago da Galileia e o milagre da pesca, muda de novo tudo para eles, para os cristãos.
“A presença de Jesus ressuscitado transforma tudo: a escuridão é vencida pela luz, o trabalho inútil torna-se novamente frutuoso e prometedor, o sentido de cansaço e de abandono dá lugar a um novo elã e à certeza de que ele está connosco”.
Estes sentimentos animam desde então a Igreja, a Comunidade do Ressuscitado – frisou Francisco. Às vezes pode parecer que o mal, as trevas, o cansaço prevaleça, mas “a Igreja tem a certeza de que sobre aqueles que seguem o Senhor Jesus, resplandece a luz da Páscoa que jamais se esconde”. A certeza de que Cristo ressuscitou realmente, infunde nos corações dos crentes uma “íntima alegria e uma esperança invencíveis” . E a Igreja continua a fazer ressoar este festivo anuncio, e todos somos chamados a comunica-lo, disse:
“Todos nós cristãos somos chamados a comunicar esta mensagem de ressurreição àqueles que encontramos, especialmente a quem sofre, a quem está só, a quem se encontra em condições precárias, aos doentes, aos refugiados, aos marginalizados. A todos, façamos chegar um raio da luz de Cristo ressuscitado, um sinal da sua potência misericordiosa”.
E o Papa concluiu pedindo ao Senhor para que renove também em nós a fé pascal e nos torne conscientes da nossa missão ao serviço do Evangelho e dos irmãos. Que Nossa Senhora interceda em nosso favor e de toda a Igreja para que possamos proclamar a grandeza do amor de Cristo e da sua misericórdia.
Depois da oração do Regina Coeli, o Papa  lançou um novo apelo a favor da libertação de todas as pessoas sequestradas  em zonas de conflito armado e recordou, de modo particular, o padre salesiano, Tom Uzhunnalil, raptado em Aden, no Yemen, a 4 de Março passado.
O antes de saudar diversos grupos italianos presentes na Praça de São Pedro, os que estavam a fazer a Maratona em Roma,  e de se despedir, desejando a todos um Bom Domingo e pedindo,  como sempre,  orações para ele, o Papa recordou ainda que neste domingo se celebra em Itália o Dia Nacional para a Universidade Católica do Sagrado Coração, sob o tema “Na Itália do Amanhã eu estarei”. E exprimiu o desejo de que esta grande Universidade que continua a prestar um importante serviço à juventude italiana, possa continuar, com renovado empenho, a sua missão formativa, actualizando-a cada vez mais às exigências de hoje.  
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segunda-feira, 4 de abril de 2016

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro
Domingo, 3 de Abril de 2016


«Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro» (Jo20, 30). O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.

Mas, na narração que ouvimos, aparece um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que fecham as portas da casa; por outro, temos a missão, por parte de Jesus, que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O mesmo contraste pode verificar-se também em nós: uma luta interior entre o fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo, que por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da morte e da mansão dos mortos, deseja entrar também em cada um para abrir de par em par as portas fechadas do coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o medo e o temor que nos algemam, quer escancarar as nossas portas fechadas e enviar-nos. A estrada que o Mestre ressuscitado nos aponta é estrada de sentido único, segue-se apenas numa direção: sair de nós mesmos, sair para testemunhar a força sanadora do amor que nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza. Hoje, face ao seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos como que dirigido a cada um de nós o convite feito confiadamente por Jesus: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).
Cada doença pode encontrar na misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a sua misericórdia não se detém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos de misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também no corpo e na alma de muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas, professamos Jesus, tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que palpem a sua misericórdia, e O reconheçam «Senhor e Deus» (cf. Jo 20, 28), como fez o apóstolo Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser escutadas e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada pretender em troca.

«A paz esteja convosco!» (Jo 20, 21): é a saudação que Cristo leva aos seus discípulos; é a mesma paz que esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz negociada, nem a suspensão de algo errado: é a sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; é a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança. Esta paz, como no dia de Páscoa, nasce e renasce sempre do perdão de Deus, que tira a ansiedade do coração. Ser portadora da sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no dia de Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto de amor nos sinais da misericórdia.


No Salmo Responsorial, foi proclamado: «O seu amor é para sempre» (118/117, 2). É verdade, a misericórdia de Deus é eterna; não acaba, não se esgota, não se dá por vencida diante das portas fechadas e nunca se cansa. Neste «para sempre», encontramos apoio nos momentos de provação e fraqueza, porque temos a certeza de que Deus não nos abandona: permanece connosco para sempre. Demos-Lhe graças por este amor tão grande que nos é impossível compreender. É tão grande! Peçamos a graça de nunca nos cansarmos de tomar a misericórdia de Deus e levá-la pelo mundo: peçamos para ser misericordiosos, a fim de irradiar por todo o lado a força do Evangelho, para escrever aquelas páginas do Evangelho que o apóstolo João não escreveu.
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domingo, 7 de setembro de 2014

Antes da oração do Angelus, o Pontífice comentou o Evangelho deste domingo, extraído do capítulo 18 de Mateus, que apresenta o tema da correção fraterna na comunidade dos fiéis.

Jesus, explicou o Papa, nos ensina que se o meu irmão comete um pecado contra mim, eu devo ter caridade para com ele e, antes de tudo, falar pessoalmente com ele, explicando-lhe que o que ele disse ou fez não é bom. Se o irmão não me ouve, Jesus sugere uma ação progressiva: primeiro, volta a falar com ele com outras duas ou três pessoas; se, não obstante isso, não acolhe a exortação, é preciso dizer à comunidade; e se não ouve sequer a comunidade, é preciso fazer com que sinta a fratura e o distanciamento que ele mesmo provocou.

Todavia, advertiu Francisco, neste itinerário é preciso evitar o clamor da fofoca da comunidade. A atitude é de delicadeza, prudência, humildade, atenção para com quem pecou, evitando que as palavras possam ferir e matar o irmão.

Vocês sabem que as palavras matam: quando falo mal, faço uma crítica injusta, isso é matar a fama do outro.

Ao mesmo tempo, esta discrição tem a finalidade de não mortificar inutilmente o pecador. O objetivo é ajudar o irmão a perceber o que ele fez. Isso também nos ajuda a nos libertar da ira e do ressentimento que nos fazem mal e que nos levam a insultar e a agredir.
Isso é feio. Nada de insultos. Insultar não é cristão.

Na realidade, recordou o Pontífice, diante de Deus somos todos pecadores e necessitados de perdão. Jesus, de fato, nos disse para não julgar. A correção fraterna é um serviço recíproco que podemos e devemos fazer uns aos outros. E é possível e eficaz somente se cada um se reconhece pecador e necessitado do perdão do Senhor. A mesma consciência que me faz reconhecer o erro do outro, antes ainda me lembra que eu mesmo errei e erro tantas vezes.

Por isso, no início da Santa Missa, todas as vezes somos convidados a reconhecer diante do Senhor que somos pecadores, expressando com as palavras e os gestos o sincero arrependimento do coração. E o pedimos para nós, “Senhor, tende piedade de mim”, e não “Senhor, tende piedade dessa pessoa que está a meu lado”.

Entre as condições que são comuns dos que participam da celebração eucarística, duas são fundamentais, ressaltou o Papa: todos somos pecadores e a todos Deus doa a sua misericórdia. “Devemos nos lembrar sempre disso antes de corrigirmos fraternalmente o nosso irmão.”
Por fim, Francisco recordou que na segunda-feira, 08 de setembro, celebra-se liturgicamente a Natividade de Nossa Senhora, pedindo aos fiéis que, assim que acordarem, dirijam seu pensamento a Ela, como um filho cumprimenta sua mãe no dia do seu aniversário.

Fonte: News.va
Equipe PasCom
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domingo, 17 de agosto de 2014

“Com o coração apertado e angustiado, acompanhei os dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque, onde os cristãos e as outras minorias religiosas foram obrigados a fugir de suas casas e assistir à destruição de seus lugares de culto e do patrimônio religioso. Comovido com esta situação, pedi ao Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que foi Núncio no Iraque nos Pontificados de São João Paulo II e Bento VI, para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados”.

“Neste mesmo espírito, escrevo ao senhor, Secretário-geral, e lhe exponho as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque. Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes da ONU, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas”.

“Os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem ficar indiferentes às consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade e devem despertá-los para ações concretas de solidariedade em defesa dos atingidos ou ameaçados pela violência e assegurar a assistência necessária e urgente aos desabrigados além do seu retorno seguro às suas cidades e casas”.

“As trágicas experiências do século XX e a elementar compreensão da dignidade humana exigem que a comunidade internacional – através de normas e mecanismos de direito internacional – faça tudo o que for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas”.
“Confiante que o meu apelo, unido ao dos Patriarcas Orientais e de outros líderes religiosos, encontre uma resposta positiva, colho a ocasião para renovar a minha mais elevada consideração”.

Fonte: ArqRio
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É com grande alegria que receberemos o nosso Arcebispo Orani Cardeal Tempesta para celebrar a Santa Missa, onde serão confirmados alguns jovens na sua Fé, pelo sacramento da Crisma.



O que é a Crisma?


A Crisma, ou Confirmação, é o Sacramento pelo qual o batizado é fortalecido com o dom do Espírito Santo, para que, por palavras e obras, seja testemunha de Cristo e propague e defenda a fé. A Crisma é para nós o que Pentecostes foi para os Apóstolos (cf. At 2,1-12).

Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo, mas a plenitude dos seus dons recebemos na Crisma. Aí é que estes dons se manifestam com toda a força. ..- É como a flor que desabrocha e exala seu perfume. A matéria da confirmação é a unção do Crisma na testa, junto com a imposição das mãos.


A Santa Missa será celebrada no próximo domingo, 24 de agosto, às 19h.

Todos estão convidados.

Pastoral da Comunicação - Cristo Ressuscitado
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quarta-feira, 25 de junho de 2014



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 25 de junho de 2014


A Igreja – 2. A pertença ao povo de Deus

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Hoje há um outro grupo de peregrinos conectados conosco na Sala Paulo VI, são os peregrinos doentes. Porque com este tempo, entre o calor e a possibilidade de chuva, era mais prudente que eles permanecessem lá. Mas eles estão conectados conosco por meio de um telão. E assim estamos unidos na mesma audiência. E todos nós hoje rezemos especialmente por eles, pelas suas doenças. Obrigado.

Na primeira catequese sobre Igreja, quarta-feira passada, partimos da iniciativa de Deus que quer formar um povo que leve a sua benção a todos os povos da terra. Começa com Abraão e depois, com tanta paciência – e Deus a tem, tem tanta! – prepara este povo na Antiga Aliança a fim de que, em Jesus Cristo, o constitua como sinal e instrumento da união dos homens com Deus e entre eles (cfr Conc. Ecum. Vat. II, Cost. Lumen gentium, 1). Hoje queremos nos concentrar sobre a importância, para o cristão, de pertencer a este povo. Falaremos sobre a pertença à Igreja.

1. Não somos isolados e não somos cristãos a título individual, cada um por conta própria, não, a nossa identidade cristã é pertença! Somos cristãos porque pertencemos à Igreja. É como um sobrenome: se o nome é “sou cristão”, o sobrenome é “pertenço à Igreja”. É muito belo notar como esta pertença é expressa também no nome que Deus atribui a si mesmo. Respondendo a Moisés, no episódio maravilhoso da “sarça ardente” (cfr Ex 3, 15), define-se, de fato, como o Deus dos pais. Não diz: Eu sou o Onipotente…, não: Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Deste modo, Ele se manifesta como o Deus que formou uma aliança com os nossos pais e permanece sempre fiel a ela, e nos chama para entrar nesta relação que nos precede. Esta relação de Deus com o seu povo precede a todos nós, vem daquele tempo.

2. Neste sentido, o pensamento vai, em primeiro lugar, com gratidão, àqueles que nos precederam e nos acolheram na Igreja. Ninguém se torna cristão por si mesmo! Está claro isso? Ninguém se torna cristão por si mesmo. Não se fazem cristãos em laboratório. O cristão é parte de um povo que vem de longe. O cristão pertence a um povo que se chama Igreja e esta Igreja o faz cristão, no dia do Batismo, e depois no percurso da catequese, e assim vai. Mas ninguém, ninguém se torna cristão por si mesmo. Se nós acreditamos, se sabemos rezar, se conhecemos o Senhor e podemos escutar a sua Palavra, se O sentimos próximo e O reconhecemos nos irmãos, é porque outros, antes de nós, viveram a fé e, depois, a transmitiram a nós. Recebemos a fé dos nossos pais, dos nossos antepassados, e eles a ensinaram a nós. Se pensamos bem, quem sabe quantos rostos queridos passam diante dos nossos olhos, neste momento: pode ser a face dos nossos pais que pediram para nós o Batismo; aquela dos nossos avós ou de qualquer familiar que nos ensinou a fazer o sinal da cruz e a recitar as primeiras orações. Eu recordo sempre a face da irmã que me ensinou o catecismo, sempre me vem à mente – ela está no Céu com certeza, porque é uma mulher santa – mas eu a recordo sempre e dou graças a Deus por esta irmã. Ou então o rosto do pároco, de um outro padre, ou de uma irmã, de um catequista, que nos transmitiu o conteúdo da fé e nos fez crescer como cristãos… Bem, essa é a Igreja: uma grande família, na qual se é acolhido e se aprende a viver como cristãos e como discípulos do Senhor Jesus.

3. Podemos viver esse caminho não somente graças às outras pessoas, mas junto a outras pessoas. Na Igreja, não existe o ‘agir por si’, não existem jogadores na função de ‘líbero’. Quantas vezes, o Papa Bento descreveu a Igreja como um “nós” eclesial! Às vezes se ouve alguém dizer: “Eu acredito em Deus, acredito em Jesus, mas a Igreja não me interessa…”. Quantas vezes ouvimos isso? E isso não é certo. Há quem acredite poder ter uma relação pessoal, direta, imediata com Jesus Cristo fora da comunhão e da mediação da Igreja. São tentações perigosas e prejudiciais. São, como dizia o grande Paulo VI, dicotomias absurdas. É verdade que caminhar junto é trabalhoso e às vezes pode ser cansativo: pode acontecer que algum irmão ou alguma irmã nos dê problema, ou nos cause escândalo… Mas o Senhor confiou a sua mensagem de salvação a pessoas humanas, a todos nós, às testemunhas; e é nos nossos irmãos e nas nossas irmãs, com os seus dons e os seus limites, que vem ao nosso encontro e se faz reconhecer. E isto significa pertencer à Igreja. Lembrem-se bem: ser cristão significa pertencer à Igreja. O nome é “cristão”, o sobrenome é “pertença à Igreja”.

Queridos amigos, peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, Mãe da Igreja, a graça de não cair nunca na tentação de pensar poder desfazer das pessoas, desfazer da Igreja, de podermos nos salvar sozinhos, de ser cristão de laboratório. Pelo contrário, não se pode amar Deus sem amar os irmãos, não se pode amar Deus fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Deus sem fazê-lo na Igreja e não podemos ser bons cristãos se não junto a todos aqueles que procuram seguir o Senhor Jesus, como um único povo, um único corpo, e isto é a Igreja. Obrigado.

Fonte: Canção Nova
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quarta-feira, 18 de junho de 2014



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de junho de 2014



Queridos irmãos e irmãs, bom dia. E parabéns a vocês porque vocês são bravos, com este tempo que não se sabe se vem água, se não vem… Bravos! Esperamos terminar a catequese sem água, que o Senhor tenha piedade de nós.

Hoje começo um ciclo de catequese sobre a Igreja. É um pouco como um filho que fala da própria mãe, da própria família. Falar da Igreja é falar da nossa mãe, da nossa família. A Igreja, na verdade, não é uma instituição com fim em si mesma ou uma associação privada, uma ONG, nem tão pouco se deve restringir o olhar ao clero e ao Vaticano… “A Igreja pensa…”. Mas a Igreja somos todos! “De quem você fala?”. “Não, dos padres…” Ah, os padres são parte da Igreja, mas a Igreja somos todos! Não restringi-la aos sacerdotes, aos bispos, ao Vaticano… Estes são partes da Igreja, mas a Igreja somos todos, todos família, todos da mãe. E a Igreja é uma realidade muito mais ampla, que se abre a toda a humanidade e que não nasce em um laboratório, a Igreja não nasceu em laboratório, não nasceu de improviso. Foi fundada por Jesus, mas é um povo com uma história longa e uma preparação que tem início muito antes do próprio Cristo.

1. Esta história, ou “pre-história”, da Igreja se encontra já nas páginas do Antigo Testamento. Ouvimos o Livro do Gênesis: Deus escolheu Abraão, nosso pai na fé, e lhe pede para partir, para deixar a sua pátria terrena e seguir rumo a uma outra terra, que Ele indicaria (cfr Gen 12, 1-9). E nesta vocação Deus não chama Abraão sozinho, como indivíduo, mas envolve desde o início a sua família, os seus parentes e todos aqueles que estão a serviço da sua casa. Uma vez em caminho, – sim, assim a Igreja começa a caminhar- , depois, Deus ainda ampliará o horizonte e transbordará Abraão da sua benção, prometendo-lhe uma descendência numerosa como as estrelas do céu e como a areia da praia. O primeiro dado importante é justamente esse: começando de Abraão, Deus forma um povo para que leve a sua benção a todas as famílias da terra. E dentro desse povo nasce Jesus. É Deus que faz esse povo, esta história, a Igreja em caminho, e ali nasce Jesus, neste povo.

2. Um segundo elemento: não é Abraão a constituir em torno de si um povo, mas é Deus a dar a vida a este povo. Geralmente era o homem que se dirigia à divindade, procurando preencher a lacuna e invocando apoio e proteção. O povo rezava aos deuses, às divindades. Nesse caso, em vez disso, se assiste a algo sem precedentes: é o próprio Deus a tomar a iniciativa. Escutemos isso: é o próprio Deus que bate à porta de Abraão e lhe diz: segue adiante, distante da sua terra, comece a caminhar e eu farei de ti um grande povo. E este é o início da Igreja e neste povo nasce Jesus. Deus toma a iniciativa e dirige a sua palavra ao homem, criando um vínculo e uma relação nova com ele. “Mas, padre, como é isto? Deus nos fala?”. “Sim”. “E nós podemos falar com Deus?”. “Sim”. “Mas nós podemos ter uma conversa com Deus?”. “Sim”. Isto se chama oração, mas é Deus que fez isso desde o início. Assim, Deus forma um povo com todos aqueles que escutam a sua Palavra e que se colocam em caminho, confiando Nele. Esta é a única condição: confiar em Deus. Se você confia em Deus, escuta-O e se coloca em caminho, isto é fazer Igreja. O amor de Deus precede tudo. Deus sempre é primeiro, chega antes de nós, Ele nos precede. O profeta Isaías, ou Jeremias, não me lembro bem, dizia que Deus é como a flor da amendoeira, porque é a primeira árvore que floresce na primavera. Para dizer que Deus sempre floresce antes de nós. Quando nós chegamos, Ele nos espera, Ele nos chama, Ele nos faz caminhar. Sempre está antecipado em relação a nós. E isto se chama amor, porque Deus nos espera sempre. “Mas, padre, eu não acredito nisto, porque se o senhor soubesse, padre, a minha vida tem sido tão ruim, como posso pensar que Deus me espera?”. “Deus te espera. E se você foi um grande pecador, te espera mais ainda e te espera com tanto amor, porque Ele é o primeiro. Esta é a beleza da Igreja, que nos leva a este Deus que nos espera!”. Precede Abraão, precede também Adão.

3. Abraão e os seus escutam o chamado de Deus e se colocam em caminho, não obstante não saibam bem quem seja este Deus e onde quer conduzi-los. É verdade, porque Abraão se coloca em caminho confiando neste Deus que lhes falou, mas não tinha um livro de teologia para estudar o que era este Deus. Confia, confia no amor. Deus lhe faz sentir o amor e ele confia. Isto, porém, não significa que este povo esteja sempre convencido e fiel. Antes, desde o início há resistências, o olhar para si mesmo e para seus próprios interesses e a tentação de negociar com Deus e resolver as coisas do próprio modo. E estas são as traições e os pecados que marcam o caminho do povo ao longo de toda a história da salvação, que é a história da fidelidade de Deus e da infidelidade do povo. Deus, porém, não se cansa, Deus tem paciência, tem tanta paciência, e no tempo continua a educar e a formar o seu povo, como um pai com o próprio filho. Deus caminha conosco. Diz o profeta Oseias: “Eu caminhei contigo e te ensinei a caminhar como um pai ensina o seu filho a caminhar”. Bela esta imagem de Deus! E assim é conosco: ensina-nos a caminhar. E é a mesma atitude que mantém em relação à Igreja. Também nós, de fato, mesmo no nosso propósito de seguir o Senhor Jesus, fazemos a experiência a cada dia do egoísmo e da dureza do nosso coração. Quando, porém, nos reconhecemos pecadores, Deus nos enche da sua misericórdia e do seu amor. E nos perdoa, nos perdoa sempre. E é justamente isso que nos faz crescer como povo de Deus, como Igreja: não é a nossa bravura, não são os nossos méritos – não somos pouca coisa, não é isso – mas é a experiência cotidiana de quanto o Senhor nos quer bem e cuida de nós. É isto que nos faz sentir realmente seus, nas suas mãos, e nos faz crescer na comunhão com Ele e entre nós. Ser Igreja é sentir-se nas mãos de Deus, que é Pai e nos ama, nos acaricia, nos espera, nos faz sentir a sua ternura. E isto é muito belo!

Queridos amigos, este é o projeto de Deus; quando chamou Abraão, Deus pensava isto: formar um povo abençoado pelo seu amor e que leve a sua benção a todos os povos da terra. Este projeto não muda, está sempre em ação. Em Cristo teve o seu cumprimento e ainda hoje Deus continua a realizá-lo na Igreja. Peçamos, então, a graça de permanecer fiéis ao seguimento do Senhor Jesus e na escuta da sua Palavra, prontos a partir a cada dia, como Abraão, rumo à terra de Deus e do homem, a nossa verdadeira pátria e assim nos tornarmos benção, sinal do amor de Deus para todos os seus filhos. Eu gosto de pensar que um sinônimo, um outro nome que nós cristãos podemos ter seria este: somos homens e mulheres, somos povo que bendiz. O cristão, com a sua vida, deve bendizer sempre, bendizer Deus e bendizer todos. Nós cristãos somos povo que bendiz, que sabe bendizer. Esta é uma bela vocação!

Fonte: Canção Nova
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quarta-feira, 28 de maio de 2014




CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 28 de maio de 2014



Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nos dias passados, como vocês sabem, fiz uma peregrinação à Terra Santa. Foi um grande dom para a Igreja e dou graças a Deus por isso. Ele me guiou naquela Terra abençoada, que viu a presença histórica de Jesus e onde se verificaram eventos fundamentais para o judaísmo, o cristianismo e o islã. Desejo renovar a minha cordial gratidão a Sua Beatitude o Patriarca Fouad Twal, aos bispos dos vários ritos, aos sacerdotes, aos franciscanos da Custódia da Terra Santa. Estes franciscanos são bravos! O seu trabalho é belíssimo, aquilo que eles fazem! O meu grato pensamento vai também às autoridades jordanianas, israelenses e palestinas, que me acolheram com tanta cortesia, diria também com amizade, bem como a todos aqueles que cooperaram para a realização da visita.

1. O escopo principal desta peregrinação foi comemorar o 50º aniversário do histórico encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Aquela foi a primeira vez em que um Sucessor de Pedro visitou a Terra Santa: Paulo VI inaugurava assim, durante o Concílio Vaticano II, as viagens fora da Itália dos Papas na época contemporânea. Aquele gesto profético do Bispo de Roma e do Patriarca de Constantinopla colocou uma pedra milenar no caminho sofrido, mas promissor, da unidade de todos os cristãos, que desde então deu passos relevantes. Por isso, o meu encontro com Sua Santidade Bartolomeu, amado irmão em Cristo, representou o momento culminante da visita. Juntos, rezamos no Santo Sepulcro de Jesus, e conosco estavam o Patriarca Grego-Ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III e o Patriarca Armênio Apostólico Nourthan, além de arcebispos e bispos de diversas igrejas e comunidades, autoridades civis e muitos fiéis. Naquele lugar onde ressoou o anúncio da Ressurreição, sentimos toda a amargura e o sofrimento das divisões que ainda existem entre os discípulos de Cristo; e realmente isso faz tanto mal, mal ao coração. Ainda estamos divididos; e naquele lugar onde ressoou justamente o anúncio da Ressurreição, onde Jesus nos deu a vida, ainda nós estamos um pouco divididos. Mas, sobretudo, naquela celebração repleta de recíproca fraternidade, de estima e de afeto, ouvimos forte a voz do Bom Pastor Ressuscitado que quer fazer de todas as suas ovelhas um único rebanho; sentimos o desejo de sanar as feridas ainda abertas e prosseguir com tenacidade o caminho rumo à plena comunhão. Uma vez mais, como fizeram os Papas precedentes, eu peço perdão por aquilo que fizemos para favorecer esta divisão, e peço ao Espírito Santo que nos ajude a curar as feridas que fizemos aos outros irmãos. Todos somos irmãos em Cristo e com o Patriarca Bartolomeu somos amigos, irmãos, e partilhamos a vontade de caminhar juntos, fazer tudo aquilo que hoje podemos fazer: rezar juntos, trabalhar juntos pelo rebanho de Deus, procurar a paz, proteger a criação, tantas coisas que temos em comum. E como irmãos, devemos seguir adiante.

2. Outro escopo desta peregrinação foi encorajar naquela região o caminho rumo à paz, que é ao mesmo tempo dom de Deus e empenho dos homens. Fiz isso na Jordânia, na Palestina, em Israel. E o fiz sempre como peregrino, em nome de Deus e do homem, levando no coração uma grande compaixão pelos filhos daquela Terra que há muito tempo convivem com a guerra e têm o direito de conhecer finalmente dias de paz!
Por isto, exortei os fiéis cristãos a deixarem-se “ungir” com coração aberto e dócil pelo Espírito Santo, para serem sempre mais capazes de gestos de humildade, de fraternidade e de reconciliação. O Espírito permite assumir estas atitudes na vida cotidiana, com pessoas de diversas culturas e religiões, e assim de se tornar “artífices” da paz. A paz se faz artesanalmente! Não há indústrias de paz, não. Faz-se a cada dia, artesanalmente, e também com o coração aberto para que venha o dom de Deus. Por isto exortei os fiéis cristãos a deixarem-se “ungir”.

Na Jordânia agradeci às autoridades e ao povo pelo seu empenho no acolhimento de numerosos refugiados provenientes das zonas de guerra, um empenho humanitário que merece e requer o apoio constante da Comunidade Internacional. Fiquei impressionado com a generosidade do povo jordaniano em receber os refugiados, tantos que fogem da guerra, naquela região. Que o Senhor abençõe este povo acolhedor, que o abençõe tanto! E nós devemos rezar para que o Senhor abençõe este acolhimento e pedir a todas as instituições para ajudarem este povo neste trabalho de acolhimento que faz. Durante a peregrinação, também em outros lugares encorajei as autoridades interessadas a prosseguir com os esforços para aliviar as tensões na área do Oriente Médio, sobretudo na martirizada Síria, bem como a continuar na busca de uma solução equitativa para o conflito israelense-palestino. Por isto, convidei o presidente de Israel e o presidente da Palestina, todos dois homens de paz e artífices de paz, a virem ao Vaticano para rezarem junto comigo pela paz. E por favor, peço a vocês que não nos deixem sozinhos: vocês, rezem, rezem muito para que o Senhor nos dê a paz, nos dê a paz naquela Terra abençoada! Conto com as vossas orações. Forte, rezem, neste tempo, rezem muito para que venha a paz.

3. Esta peregrinação à Terra Santa foi também a ocasião para confirmar na fé as comunidades cristãs, que sofrem tanto, e exprimir a gratidão de toda a Igreja pela presença dos cristãos naquela região e em todo o Oriente Médio. Estes nossos irmãos são corajosas testemunhas de esperança e de caridade, “sal e luz” aquela Terra. Com suas vidas de fé e de oração e com a apreciada atividade educativa e assistencial, eles trabalham em favor da reconciliação e do perdão, contribuindo para o bem comum da sociedade.

Com esta peregrinação, que foi uma verdadeira graça de Deus, quis levar uma palavra de esperança, mas também a recebi! Eu a recebi de irmãos e irmãs que esperam “contra toda esperança” (Rm 4, 18), através de tantos sofrimentos, como aqueles que fugiram do próprio país por causa dos conflitos; como aqueles tantos que, em diversas partes do mundo, são discriminados e desprezados por causa de sua fé em Cristo. Continuemos a estar próximo a eles! Rezemos por eles e pela paz na Terra Santa e em todo o Oriente Médio. A oração de toda a Igreja apoia também o caminho rumo à plena unidade entre os cristãos, para que o mundo creia no amor de Deus que em Jesus Cristo veio habitar entre nós.

E convido vocês agora a rezarem juntos, a rezarem juntos à Nossa Senhora, Rainha da paz, Rainha da unidade entre os cristãos, a Mãe de todos os cristãos: que ela nos dê a paz, a todo o mundo, e que ela nos acompanhe neste caminho de unidade. [Ave Maria]

Fonte: Canção Nova
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013



Missa da Noite de Natal
Solenidade do Natal do Senhor
Homilia do Papa Francisco
Basílica Vaticana
Quarta, 25 de Dezembro de 2013


1. «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1).

Esta profecia de Isaías não cessa de nos comover, especialmente quando a ouvimos na liturgia da Noite de Natal. E não se trata apenas dum facto emotivo, sentimental; comove-nos, porque exprime a realidade profunda daquilo que somos: somos povo em caminho, e ao nosso redor – mas também dentro de nós – há trevas e luz. E nesta noite, enquanto o espírito das trevas envolve o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos maravilha e surpreende: o povo em caminho vê uma grande luz. Uma luz que nos faz reflectir sobre este mistério: o mistério do andar e do ver.

Andar. Este verbo faz-nos pensar no curso da história, naquele longo caminho que é a história da salvação, com início em Abraão, nosso pai na fé, que um dia o Senhor chamou convidando-o a partir, a sair do seu país para a terra que Ele lhe havia de indicar. Desde então, a nossa identidade de crentes é a de pessoas peregrinas para a terra prometida. Esta história é sempre acompanhada pelo Senhor! Ele é sempre fiel ao seu pacto e às suas promessas. «Deus é luz, e n’Ele não há nenhuma espécie de trevas» (1 Jo 1, 5). Diversamente, do lado do povo, alternam-se momentos de luz e de escuridão, fidelidade e infidelidade, obediência e rebelião; momentos de povo peregrino e de povo errante.

E, na nossa historia pessoal, também se alternam momentos luminosos e escuros, luzes e sombras. Se amamos a Deus e aos irmãos, andamos na luz; mas, se o nosso coração se fecha, se prevalece em nós o orgulho, a mentira, a busca do próprio interesse, então calam as trevas dentro de nós e ao nosso redor. «Aquele que tem ódio ao seu irmão – escreve o apóstolo João – está nas trevas e nas trevas caminha, sem saber para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos» (1 Jo 2, 11).


2. Nesta noite, como um facho de luz claríssima, ressoa o anúncio do Apóstolo: «Manifestou-se a graça de Deus, que traz a salvação para todos os homens» (Tt 2, 11).

A graça que se manifestou no mundo é Jesus, nascido da Virgem Maria, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Entrou na nossa história, partilhou o nosso caminho. Veio para nos libertar das trevas e nos dar a luz. N’Ele manifestou-se a graça, a misericórdia, a ternura do Pai: Jesus é o Amor feito carne. Não se trata apenas dum mestre de sabedoria, nem dum ideal para o qual tendemos e do qual sabemos estar inexoravelmente distantes, mas é o sentido da vida e da história que pôs a sua tenda no meio de nós.


3. Os pastores foram os primeiros a ver esta «tenda», a receber o anúncio do nascimento de Jesus. Foram os primeiros, porque estavam entre os últimos, os marginalizados. E foram os primeiros porque velavam durante a noite, guardando o seu rebanho. Com eles, detemo-nos diante do Menino, detemo-nos em silêncio. Com eles, agradecemos ao Pai do Céu por nos ter dado Jesus e, com eles, deixamos subir do fundo do coração o nosso louvor pela sua fidelidade:

Nós Vos bendizemos, Senhor Deus Altíssimo, que Vos humilhastes por nós. Sois imenso, e fizestes-Vos pequenino; sois rico, e fizestes-Vos pobre; sois omnipotente, e fizestes-Vos frágil.

Nesta Noite, partilhamos a alegria do Evangelho: Deus ama-nos; e ama-nos tanto que nos deu o seu Filho como nosso irmão, como luz nas nossas trevas. O Senhor repete-nos: «Não temais» (Lc 2, 10). E vo-lo repito também eu: Não temais! O nosso Pai é paciente, ama-nos, dá-nos Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida. Ele é a luz que ilumina as trevas. Ele é a nossa paz. Amen.
Equipe PasCom
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Segundo a Constituição do Concílio Vaticano II Sacrosanctum Concilium, o Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC 102). 

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento (palavra que significa vinda). Este Tempo Litúrgico corresponde às quatro semanas de preparação para o Natal. É a ocasião que temos de nos prepararmos para comemorarmos a primeira vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de sua Encarnação, e também de voltarmos nossos corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. 

Deus, durante muito tempo, foi preparando seu povo para a vinda de seu Filho. Ele enviou profetas, como Isaías, para comunicar o anúncio do Messias, a fim de encontrar o povo preparado. O último dos profetas, João Batista, veio preparar o caminho do Senhor, pregando no deserto da Judéia e pedindo ao povo para fazer penitência, “porque está próximo o Reino dos céus” (Mt 3, 2). E Maria, com o seu Sim, deu à Palavra de Deus o seu consentimento (“Faça-se em mim segundo a tua palavra”), tornando-se a Mãe do Salvador e servindo ao Mistério da Redenção.

Assim, segundo o Catecismo da Igreja Católica, “ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda” (CIC, nº 524). 
Dessa forma, necessitamos nos preparar bem para a vinda do Senhor, por meio da oração e da penitência. Trata-se, portanto, de um apelo à conversão, e por isso a cor litúrgica do Advento é o roxo. O Terceiro Domingo é um prenúncio da alegria messiânica, pois o dia da vinda do Senhor está próximo. Nesse dia, chamado de Domingo da Alegria (Gaudete), a cor litúrgica é o rosa (mistura do roxo da penitência com o branco da alegria). 

Por fim, cabe ressaltar que o Advento é uma oportunidade que temos para fazermos uma revisão de nossas vidas. Portanto, é preciso que façamos um bom exame de consciência e que busquemos o perdão de nossos pecados por meio da Confissão.

Equipe PasCom
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Próximo domingo, 24 de novembro, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, terminará o Ano da Fé, proclamada pela Carta Apostólica sob Forma de Motu Proprio Porta Fidei, do Sumo Pontífice Bento XVI, e que teve início em 11 de outubro de 2012, data em que o Concílio Vaticano II completou 50 anos de sua abertura e em que o Catecismo da Igreja Católica completou 20 anos de sua publicação.

Na referida Porta Fidei, o então Papa Bento XVI dizia que "desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo de encontro com Cristo" (nº 2). Além disso, o Santo Padre também lembrou que a Igreja já tinha tido outro Ano da Fé, proclamado em 1967, pelo então Papa Paulo VI, eleito em 1963 e falecido em 1978. Naquele ano, foi proclamado um Ano da Fé para comemorar o 19º centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo.


O Papa Paulo VI é autor de uma bela oração para pedir da graça da Fé:

"Senhor, eu creio; eu quero crer em Ti. Eu Te louvo pelo dom da fé e reconheço que estou ainda longe de ter a mesma fé de Abraão e Sara, de Tobit, de tantos profetas e reis; e o quanto sonho em experimentar também a mesma fé da Virgem Maria. Renova em mim o dom da fé recebido no Batismo, confirmado na Crisma e reanimado em cada Eucaristia. Que eu viva alicerçado na Tua Palavra e que por ela me sinta exortado à fidelidade. Diante de tua presença, professo que creio, mas aumenta a minha fé. Senhor, faze que minha fé seja total, sem reservas; que ela penetre no meu pensamento e na minha maneira de julgar as coisas divinas e as coisas humanas Senhor, faze que minha fé seja livre, quero aceitar livremente Tua vontade com todas as renúncias e deveres que ela comporta. Senhor, Tu dissestes que felizes são os que crêem sem ter visto. Dá-me a graça de crer, mesmo nos momentos em que não vejo caminho ou solução, reconhecendo que Tu és o caminho e solução, sempre!Senhor, faze que minha fé seja forte. Que eu possa caminhar sobre ás águas revoltas e em Teu Nome eu possa remover montanhas; dá-me a fé que não vacila, que é garantia de vida eterna e que proclama Teu poder, agindo, curando e libertando. Que eu não tema a oposição daqueles que contestam a fé, a atacam, a recusam e a negam; mas que minha fé se fortifique na experiência íntima da verdade, que ela resista ao desgaste da crítica, que ela ultrapasse as dificuldades cotidianas. Dá-me a cada dia a graça de pronunciar Teu Nome com a fé que não só alimenta a minha esperança, mas que já vê acontecer; que é poder. Que eu permaneça com os olhos fixos no Teu coração traspassado, para que, Te vendo, eu receba a salvação e a anuncie a todos. Senhor, faze que minha fé seja alegre, que ela dê paz e alegria à minha alma, que ela me torne disponível para rezar a Deus e para conversar com os irmãos. Senhor, fazer que minha fé seja atuante e que seja também contínua busca de Ti, um contínuo testemunho, um contínuo alimento de esperança.Senhor, faze que minha fé seja humilde, que não se fundamente em meu pensamento, e nem em meu sentimento; mas que me submeta sempre ao Espírito Santo, à tradição e à autoridade do magistério da Igreja. Obrigado Senhor, creio que estás me renovando e já me sinto fortalecido no corpo, no espírito e na alma, porque, como a Virgem Maria, professo "que tudo é possível para aquele que crê." Amém.

Aproveitemos esse momento que nossa Igreja vive para, em unidade, professar a nossa Fé Católica. Aqui, a Arquidiocese do Rio celebrará o encerramento do Ano da Fé com um evento que acontecerá na Catedral Metropolitano, sábado, dia 23, a partir das 13:30 e se estendendo até às 18:00. Estão marcados testemunhos, louvor, adoração ao Santíssimo Sacramento e a Santa Missa celebrada pelo Arcebispo, Dom Orani. O evento também conta com a participação do Padre Reginaldo Manzotti. Venha participar dessa Festa da Unidade!

Fonte da oração: arquidiocesecampinas.com

Equipe PasCom
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Multiplicai-vos!" (Gn 1, 28)
A palavra de amor dada por Deus aos nosso primeiros pais no paraíso, foi convertida pela modernidade em uma palavra de temor.  Foi implantada no pensamento da população, que devemos controlar a natalidade, ter poucos filhos, que uma família numerosa está fadada a pobreza, ao insucesso profissional dos pais e futuramente dos filhos. Sendo assim é triste ver jovens casais que após receberem o sacramento do matrimônio respondem sem ressalva que filhos: “nem tão cedo". Os filhos sempre foram sinal de benção para uma casa (Cf CIC 2373), e o anúncio de uma gestação sempre trouxe consigo uma grande alegria.

Entretanto a procriação e o casamento estão intrinsecamente ligados à relação sexual, da qual não pode ser excluída. A relação sexual compreende a dimensão unitiva  e procriativa, lembremo-nos que no paraíso Eva foi criada para Adão e ele pertencia apenas a Eva.
É natural que o ato sexual possibilite a geração de uma nova vida e todo e qualquer pessoa que se propõe a fazê-lo deve saber disso. Ao gerar uma nova vida a mulher apresentará períodos de debilidade física, que a fará contar com a ajuda de um companheiro para sua a segurança física e da criança. Depois do nascimento ambos precisam dar suporte aquela vida que acaba de nascer, pois sozinha ela não conseguiria sobreviver nem um dia no mundo, ou seja, não só a relação sexual está ligada a geração de uma nova vida, bem como esta é uma dimensão própria do matrimônio.

A cerca de 40 anos chegava às mãos femininas a pílula anticoncepcional com a propaganda de proporcionar à mulher a liberdade de ter relações sexuais sem engravidar. A mulher seria senhora do seu prazer podendo ter relações com quem quisesse sem medo dos olhares, pois sem “barriga” estaria sempre virgem para os outros.

A pílula ajudou, e continua; a reduzir a relação sexual à mera busca do prazer e depois na instrumentalização do homem e da mulher como objetos sexuais. Com ela homem e mulher excluíram do ato sexual a naturalidade da procriação em busca da satisfação descompromissada do sexo.

O uso de pílulas anticoncepcionais por casais católicos constitui pecado grave (Cf CIC 2399), o que impede a pessoa de se aproximar da comunhão.
O amor conjugal compreende uma relação sempre aberta à vida, o que por outro lado não quer dizer que o casal não pode procurar-se mesmo não desejando ter filhos, mas isto deve ser feito de forma natural; pois o corpo da mulher já apresenta por si períodos de infertilidades. Deve-se também ter motivos sérios para evitar uma gravidez, Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes: “ Já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão ( de praticar a continência periódica -  limitar ou espaçar os nascimentos)  só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.

A pílula anticoncepcional em sua forma original continha dosagens altas de hormônios que enganavam a hipófese, (glândula situada dentro do crânio) e impediam que ela produzisse o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo, pois o corpo tem a falsa mensagem de que a mulher está grávida.
Não podemos chamar de remédio um comprimido que faz o ovário (que está funcionando bem) deixar de funcionar.
A pílula expõe também a mulher a graves conseqüências para a sua saúde, tais como: Trombose, AVC, câncer de mama, tumores no fígado, obesidade, depressão, entre outras.
Com a finalidade de reduzir estes efeitos os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula, ou seja, cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação e nestes casos o que ocorre é o ABORTO. A criança concebida nestes casos não encontrará no útero o revestimento necessário para acolhê-la; são os chamados abortos ocultos.

De acordo com a bula do anticoncepcional Nordette: “Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o mecanismo primário dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e no endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).” Em outras palavras o remédio reconhece que pode haver falhas na inibição da ovulação, mas caso isso não aconteça agirá impedindo a implantação deste óvulo no útero. Lembremo-nos que a vida começa na fecundação do espermatozóide no óvulo, ali já se encontram os 46 cromossomos necessários para que a vida aconteça nada mais será acrescentado, haverá apenas o desenvolvimento do embrião. O que compreendemos então é que as mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais já fizeram ou correm o risco de fazerem abortos e nem saberão. Somente nos céus cada mulher verá quantos filhos matou por utilizar este veneno vendido nas farmácias.

Equipe PasCom

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Padre Thiago atenderá confissões nos seguintes horários:
sexta-feira, 09 horas. Sábado, 10 horas. Padre Thiago sugere que os paroquianos tentem se confessar nesses horários, pois as confissões antes das Missas costumam ser um pouco apressadas. Porém, havendo necessidade dos paroquianos, ele confessará antes e depois das Missas. Lembrando que para uma boa confissão é necessário:

1 - Examinar a consciência, isto é, recordar na presença de Deus todos os pecados cometidos - e ainda não confessados - por pensamentos, palavras, atos e omissões, contra os mandamentos de Deus e da Igreja, e contra as obrigações do próprio estado.

2 - Ter dor por ter ofendido a Deus. Deve-se ir à confissão com o coração humilde, arrependido sinceramente de ter pecado, de ter se afastado do amor de Deus. O arrependimento dos nossos pecados é o mais importante de tudo: se faltar, a confissão é nula.

3 - Fazer o propósito de não tornar a pecar. Ter uma firme resolução de não tornar a pecar e de empregar os meios necessários para evitar o pecado.

4 - Declarar sinceramente os pecados ao confessor, detalhando a espécie de pecado e o número, se são graves. A acusação deve ser: humilde, sincera, prudente e breve.

5 - Cumprir a penitência.

Cabe ressaltar que devem-se confessar todos os pecados mortais. Comete-se pecado mortal quando ao mesmo tempo há matéria grave, plena consciência e consenso deliberado.

Equipe PasCom
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