Mostrando postagens com marcador Ano da misericórdia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ano da misericórdia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2016


O Gabão entrou, na sequência das eleições presidenciais do passado dia 27 de agosto, numa grave crise política que já provocou dezenas de mortos. 

É que tanto o candidato cessante, Ali Bongo, no poder há sete anos - e filho de Oumar Bongo que esteve no poder de 1967 a 2009 e que foi sucedido pelo filhos - como Jean Ping, ex-Presidente da Comissão da União Africana, reclamam a vitória e a diferença dos resultados é mínima a favor de Ali Bongo. Jean Ping afirma que se trata de fraude.

Entretanto desencadearam-se violências entre adeptos das  duas partes e os mortos já são numerosos. Face a isto o Papa francisco lançou neste domingo um convite à construção da paz na legalidade, diálogo e fraternidade.

“Caros irmãos e irmãs, gostaria de convidar a uma oração especial para o Gabão, que está a atravessar um momento de grave crise política. Confio ao Senhor as vítimas do recontros e os seus familiares. Associo-me aos Bispos daquele querido País africano, convidando as partes a recusar todas as formas de violência e a ter sempre como objectivo o bem comum. Encorajo todos, de modo particular os católicos, a ser construtores de paz no respeito da legalidade, no diálogo e na fraternidade”. 
|

domingo, 10 de julho de 2016


Domingo, 10 de julho – no Angelus na Praça de S. Pedro neste XV Domingo do Tempo Comum o Papa recordou a parábola do “bom samaritano” proposta pelo Evangelho de S. Lucas. Uma narrativa “simples e estimulante” – disse o Santo Padre – que nos indica um “estilo de vida” no qual no centro não estamos nós mas “os outros” “que encontramos no nosso caminho” e que “nos interpelam” – afirmou Francisco.
Um doutor da lei, a propósito do mandamento ‘amar a Deus com todo o coração e ao próximo como a ti mesmo’, pergunta a Jesus: “quem é o meu próximo” – recordou o Papa – e Jesus responde-lhe contando-lhe uma parábola na qual um homem na estrada de Jerusalém a Jericó foi assaltado, maltratado e abandonado. Passam por ele um sacerdote e um levita e seguem adiante. Depois um samaritano, ou seja, um habitante da Samaria que, como lembrou o Papa, eram desprezados pelos judeus, teve compaixão daquele homem ferido e “tomou conta dele”.
Um sacerdote, um levita e um samaritano: Jesus pergunta quem é que foi o próximo daquele homem ferido, e o doutor da lei responde que foi aquele que “teve compaixão” – disse o Santo Padre – e Jesus diz: “Vai e faz o mesmo”.
Segundo Francisco, esta frase de Jesus é para cada um de nós pois “depende de mim ser ou não ser próximo da pessoa que encontro e que tem necessidade de ajuda, mesmo que seja estranha ou até hostil”.
O Santo Padre afirmou ainda que “a atitude do bom samaritano é necessária para dar prova da nossa fé”.
Após a oração do Angelus Papa Francisco recordou o Domingo do Mar:
“Hoje ocorre o “Domingo do Mar” para apoio pastoral da gente do mar. Encorajo os marítimos e pescadores no nosso trabalho, muitas vezes duro e arriscado, como também os capelães e voluntários no seu precioso serviço. Maria, Estrela do Mar, vigia sobre vós.”
O Papa Francisco pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezarem por ele e a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.
(RS)
|

quinta-feira, 19 de maio de 2016


Na audiência geral desta quarta-feira dia 18 de maio, na Praça de S. Pedro, o Papa Francisco saudou com especial afeto os fiéis da Ucrânia. Entre eles estavam cerca de 100 crianças ucranianas “órfãs e deslocadas por causa do conflito armado que ainda continua no leste do país”. As crianças chegaram a Itália através do projeto internacional “Crianças pela paz em todo o mundo”.
O Papa voltou a rezar pela paz na Ucrânia:
“Por intercessão de Maria Santíssima renovo a minha oração para que seja alcançada uma paz duradoura, que possa levantar a população tão provada e oferecer um futuro sereno às novas gerações.”
Recordemos que no passado dia 3 de abril Francisco fez um apelo no Regina Coeli pelos ucranianos “que permanecem nas terras abaladas pelas hostilidades que já causaram milhares de mortos” e os mais de um milhão de deslocados e refugiados que tiveram que deixar as suas terras por causa da grave situação de conflito.
O Papa decidiu promover uma ajuda humanitária em favor dos ucranianos com a coleta feita, em 24 de abril passado, em todas as dioceses da Europa.
“Uma guerra esquecida” – como disse recentemente o Núncio Apostólico na Ucrânia, D. Claudio Gugerotti. O prelado denunciou o silêncio dos “media” em relação a este conflito no coração da Europa. Milhões de ucranianos precisam de ajuda e as crianças deslocadas fora da área de guerra são cerca de 200 mil.

|

segunda-feira, 16 de maio de 2016


à Comunidade “Il Chicco” (O grão), situada em Ciampino, nas proximidades de Roma. A visita papal se realizou no âmbito das iniciativas feitas nas ‘sextas-feiras da misericórdia’, neste Ano jubilar. A notícia foi publicada no site do Jubileu da Misericórdia.
A Comunidade “Il Chicco” é uma associação pertencente à família ‘A Arca’, fundada por Jean Vanier, em 1964. A federação está presente em 30 países nos cinco continentes e, junto com a associação ‘Fé e Luz’, se dedica às pessoas frágeis e marginalizadas da sociedade. A comunidade foi a primeira criada na Itália, fundada em 1981, e acolhe hoje 18 pessoas com problemas mentais. Na estrutura de Ciampino existem duas casas-família: “Vigna” e “Ulivo”.
Outra estrutura se encontra em Bologna, e a terceira será aberta na Sardegna. A ideia principal de ‘A Arca’ é ‘elogiar a imperfeição’, ou seja, conscientizar as pessoas de que ninguém deve ser discriminado por causa de uma deficiência.
O Papa Francisco quis dar mais um sinal contra a cultura do descarte. Ninguém tem o direito de discriminar com base em preconceitos que marginalizam e fecham na solidão famílias e associações.
O Santo Padre sentou-se à mesa para merendar com os membros da comunidade e os voluntários, e ouviu as palavras simples proferidas por Nadia, Salvatore, Vittorio, Paolo, Maria Grazia e Danilo, partilhando com alegria e simplicidade este momento familiar. Francisco visitou os doentes mais graves dando sinais de grande afecto e ternura, em particular a Armando e Fabio que foram os primeiros a serem acolhidos na estrutura.
Segundo a intuição do fundador de ‘A Arca’, os portadores de deficiência devem realizar trabalhos manuais, conforme a capacidade de cada um. O Papa Francisco visitou o laboratório onde todos os dias são criados pequenos objectos de artesanato que expressam a criatividade e a fantasia dos membros da Comunidade “Il Chicco”.
De mãos dadas, eles rezaram com o Santo Padre na pequena capela e se abraçaram.
Francisco retornou, ao Vaticano, por volta das 18h30 locais.
A Comunidade “Il Chicco” vive de poucos subsídios regionais. Grande parte da ajuda necessária para a assistência é confiada à Providência Divina. O Papa Francisco, além de uma soma em dinheiro, levou também doces e frutas da estação, como cerejas e pêssegos. O gesto foi acolhido por todos com aplauso e alegria.
O Santo Padre expressou com esta visita um dos traços mais salientes que expressam o seu pontificado: a atenção aos simples e vulneráveis. Levando-lhes ternura e afecto, o pontífice quis dar um sinal concreto de como viver o Ano da Misericórdia.
No último dia 12, os dados oficiais do Ano Santo da Misericórdia falavam de mais de 7 milhões (7.133.256) de pessoas presentes nos eventos jubilares em Roma. Este é o quinto sinal de misericórdia realizado pelo Papa Francisco durante o Jubileu. Em janeiro passado, visitou o abrigo para idosos e os doentes em estado vegetativo. Em fevereiro, visitou a Comunidade Terapêutica São Carlos, nas proximidades de Castel Gandolfo. Em março, visitou o centro de acolhimento para refugiados em Castelnuovo di Porto e, em abril, visitou a ilha de Lesbos, na Grécia. 
|

Cinquenta dias depois da ressurreição de Jesus aconteceu o Pentecostes. O Espírito Santo veio sobre os Apóstolos reunidos, juntamente com a Mãe de Jesus, em forma de línguas de fogo. Depois disso os discípulos se encheram de coragem e saíram para executar a missão dada pelo Mestre, ensinando a todos sobre quem é a pessoa dele e seus ensinamentos.
Alguns se preocupam em fazer alguns ritos, orações e manifestações religiosas, usando até superstições, julgando que isso é o que faz obter favores especiais do Espírito Santo. No entanto, este mesmo Espírito nos ajuda a realizar o bem. Não merecemos sua ajuda porque fazemos esses tipos de ações e gestos e sim porque, como Deus, Ele quer o nosso bem. O melhor é seguir suas inspirações para realizar o que o Filho nos ensinou. A fé só tem efeito quando nos dispomos a cooperar com a ação divina. Leva-nos a colocar valor na prática do amor, do serviço, da promoção da justiça e do bem das pessoas e da sociedade como um todo. Não seremos julgados porque fizemos muitos ritos e orações e sim porque colocamos em prática o amor ao semelhante, que nos leva a promover sua vida de qualidade humana. Deste modo, realizamos o desenvolvimento da família como instituição sagrada, da inclusão dos deixados de lado no convívio social, da ação política adequada à sustentação do bem comum… Preces, sacrifícios, orações e ritos, quando bem focalizados e não supersticiosos, são meios importantes que devemos usar para fortificar nossa fé. Mas eles devem nos levar à conseqüente prática do amor e da justiça, para merecermos de Deus os favores necessários à nossa salvação.
Paulo lembra que os dons do Espírito Santo são outorgados a cada um, mas em vista do bem comum (Cf. 1 Coríntios 12, 3-7). Esse Apóstolo adverte que, mesmo a pessoa tendo dons especiais, como o da profecia, o de falar em línguas diferentes e tantos outros, se não viver o dom do amor, nada adiantaria (Cf. 1 Coríntios 13,1-13). Ele explicita sobre como atuar com esse dom, ou seja, ter a prática da paciência, da superação da inveja, do rancor, do egoísmo, da injustiça, do ressentimento, da mentira… (Cf. 1 Coríntios 13,1-13)
Não vale só buscar na Bíblia frases que nos convêm. Precisamos buscar o cerne da verdade e da sustentação do amor absoluto indicado nela por Deus. Por isso, ligamos alguns pontos com o todo da verdade bíblica. Jesus resume tudo na prática do amor a Deus e ao próximo. Sem isso não entendemos nem absorvemos os porquês de Deus indicadas nas Escrituras Sagradas. Em Jesus temos toda a realização das promessas de Deus apresentadas na experiência de seu povo dentro das narrativas bíblicas. Assim, nossa fé somente é completa quando unimos o culto ao Criador com a prática da caridade e da justiça misericordiosa em relação ao semelhante. Muitos podem não ter a explicitação da fé na manifestação de ritos religiosos, mas podem ter o dom do Espírito Santo na prática da justiça e da caridade. Se tivermos a graça da fé, explicitada na ação de culto, teremos também de ser consequentes na vivência do amor ao semelhante, que nos leva a nos sacrificar pelo bem dele.
Antes da subida ao céu Jesus frisa bem a missão dos discípulos, enviando-os para ensinarem a todos a seguirem seu exemplo e a vida de amor e de paz (Cf. João 20,21-22).
Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)
Fonte:Notícias católicas
|

quarta-feira, 11 de maio de 2016


O Pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, essa audiência se desenvolve em dois lugares: como não havia risco de chuva, os doentes estão na sala Paulo VI e nos acompanham por meio de telões; dois lugares, mas uma única audiência. Saudamos os enfermos que estão na Paulo VI. Hoje queremos refletir sobre a parábola do Pai misericordioso. Ela fala de um pai e seus dois filhos, e introduz-nos a infinita misericórdia de Deus.

Começaremos a partir do final, que é a alegria do coração do Pai, que diz: "Façamos festa, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (Lu 15,23-24.). Com estas palavras, o pai interrompeu seu filho mais novo, quando ele estava confessando sua culpa: "Eu já não sou digno de ser chamado teu filho ..." (Lu 15,19). Mas esta expressão é insuportável para o coração de seu pai, que em vez disso rapidamente  devolve, a criança, os sinais da sua dignidade: bela roupa,  o anel, os sapatos. Por acaso Jesus descreve um pai ofendido e ressentido, um pai que, por exemplo, diz a seu filho: "Você vai pagar por"? Não, o pai abraça-o, esperando por ele com amor. A única coisa que o pai se preocupa é que esta criança está diante dele sã e salva e isso o deixa feliz e comemora. As boas-vindas do filho retornando é descrita de forma comovente: "Quando ele ainda estava longe, seu pai o viu e teve compaixão e, correndo, caiu sobre seu pescoço e beijou-o" (Lu 15,20).. Com muita ternura; o vi de longe: O que isso significa? Que o pai subiu no telhado para observar continuamente a estrada e ver se a criança retornara; o filho que tinha feito de tudo, mas seu pai estava esperando por ele. Que bela ternura do pai! A misericórdia do Pai está transbordando, incondicionalmente, e manifesta-se mesmo antes do filho falar. Claro, a criança conhece o erro e reconhece-o: "Pequei ... me deixe apenas como um de teus trabalhadores" (Lu 15,19). Mas essas palavras se dissolvem na frente do perdão do pai. O abraço e o beijo de seu pai fazem com que ele entenda que ele sempre foi considerado a criança, apesar de tudo. É importante para este ensinamento de Jesus: a nossa condição de filhos de Deus é o fruto do amor do coração do Pai; Ele não depende de nossos méritos ou por nossas ações e, em seguida, ninguém pode tirar isso, nem mesmo o diabo! Ninguém pode tirar essa dignidade.

Esta palavra de Jesus nos encoraja a não nos desesperarmos. Penso nas mães e pais apreensivos quando vêem seus filhos fugir tomando estradas perigosas. Eu acho que os párocos e catequistas que às vezes me perguntam se o seu trabalho foi em vão. Mas também acho que aqueles que estão na prisão, e eles sentem que sua vida acabou; para aqueles que fizeram escolhas erradas e deixaram de olhar para o futuro; a todos aqueles que têm fome de misericórdia e perdão e acreditam que eles não merecem isso ... Em qualquer situação na vida, não devemos esquecer que nós nunca vamos deixar de ser filhos de Deus, e sendo o filho de um Pai que espera ansioso para o nosso regresso. Mesmo em situação ruim na vida, Deus está esperando por mim, Deus quer me abraçar, Deus está esperando por mim.

Na parábola há um outro filho, o mais velho; ele precisa descobrir a misericórdia do Pai. Ele manteve-se sempre em casa, mas é tão diferente de seu pai! Nas suas palavras falta ternura: "Eis que eu te servi por muitos anos e eu nunca desobedeci seu comando ... mas agora que esse teu filho, voltou ..." (Lu 15,29-30.). Nós vemos o desprezo: nunca disse "pai", nunca disse "irmão", ele só pensa em si mesmo, ele se gaba de que ele estava sempre com seu pai,servindo a ele ; mas ele nunca viveu com alegria essa proximidade. E agora ele acusa o pai de nunca ter dando uma festa para ele. Pobre pai! Um filho tinha ido embora, e o outro que ele nunca esteve realmente presente! É tão sofrimento do Deus, de Jesus, quando nos afastamos, vamos embora ou porque estamos perto, mas não estamos presentes.

O filho mais velho, tem necessidade de misericórdia. Os justos, aqueles que acham que estão certos, eles também têm a sua necessidade de misericórdia. Este filho somos nós quando nos perguntamos se vale a pena lutar muito se não recebemos nada em troca. Jesus nos lembra que na casa do Pai não é obter uma indenização, mas porque tem a dignidade de filhos responsáveis. Este não "pechincha" com Deus, mas para estar seguindo os passos de Jesus que se deu na cruz sem medida é.

"Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu, mas nós tínhamos que celebrar e regozijar-se" (Lu 15,31). É o que diz o pai ao filho mais velho. Sua lógica é a de misericórdia! O filho mais novo achava que ele merecia a punição por causa de seus pecados, o filho mais velho  espera uma recompensa por seus serviços. Os dois irmãos não falam uns com os outros, vivem histórias diferentes, mas eles pensam de acordo com um estrengeiro que tem lógica externa a Jesus, se você fizer o bem você receber um prêmio se você faz mal você é punido; e esta não é a lógica de Jesus, não é! Esta lógica é subvertida por palavras de seu pai: "Foi apropriada de comemorar e se alegrar, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (Lu 15,31).. O pai recuperou seu filho perdido, e agora ele também pode devolvê-lo ao seu irmão! Sem o filho, o filho mais velho deixa de ser um "irmão". A maior alegria para o pai é ver que seus filhos irão se reconhecer irmãos.

As crianças podem decidir se juntar a alegria do pai ou recusar-la. Eles devem questionar os seus próprios desejos e a visão que eles têm da vida. A parábola termina deixando o final em aberto não sei o que o filho mais velho decidiu fazer . E isso é um estímulo para nós. Este Evangelho nos ensina que tudo o que precisamos para entrar na casa do Pai e compartilhar sua alegria com a misericórdia e fraternidade do seu partido. Irmãos e irmãs, vamos abrir nossos corações, para ser "misericordioso como o Pai"!

Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular aos fiéis brasileiros de Araxá. Ao saudar vocês, queridos peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada Nação. Nestes dias em que nos preparamos para a festa de Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do seu Espírito, para que o País, nestes momentos de dificuldade, siga por estradas de harmonia e de paz, com a ajuda da oração e do diálogo. Possa a proximidade de Nossa Senhora Aparecida, que como uma boa Mãe nunca abandona os seus filhos, ser defesa e guia no caminho.

Saúdo os sacerdotes africanos e asiáticos do Pontifício Colégio Missionário São Paulo Apóstolo; o Instituto Antonian e da Fundação San Gottardo, que recorda os 20 anos de fundação. Exorto-vos a viver o Jubileu extraordinário, de modo a redescobrir a necessidade dos trabalhos corporais e espirituais de misericórdia como alimento da nossa fé.

Dirijo uma saudação especial para os jovens, os doentes e recém-casados. No próximo domingo vamos celebrar Pentecostes. Queridos jovens, desejo que  cada um de vós saiba reconhecer, entre as muitas vozes do mundo, a do Espírito Santo, que continua a falar ao coração daqueles que sabem ouvir. Queridos doentes, especialmente vocês hóspedes do Cottolengo de Trentola Ducenta, confiar no Espírito que não fazerá você perder a luz reconfortante de sua presença. E a vós, queridos recém-casados, especialmente para casais do Movimento dos Focolares, Espero sejam no mundo, a transparência do amor de Deus com a fidelidade do seu amor e da unidade da sua fé.

Fonte:Vaticano
Tradução Exclusiva
|

quinta-feira, 5 de maio de 2016


Na intenção universal de oração para o mês de maio divulgada nesta terça-feira dia 3 de maio, o Papa reza para que as mulheres sejam respeitadas.
“Para que, em todos os países, as mulheres sejam honradas e respeitadas, e seja valorizada a sua imprescindível contribuição social”, é o texto sugerido ao Apostolado da Oração.
No vídeo que mensalmente apresenta esta intenção, o Papa questiona: “É inegável a contribuição da mulher em todas as áreas do agir humano, a começar pela família.
Mas reconhecê-la... É suficiente? Temos feito muito pouco pelas mulheres que se encontram em situações muito duras, desprezadas, marginalizadas e até reduzidas à escravidão. Devemos condenar a violência sexual que as mulheres sofrem e eliminar os obstáculos que impedem a sua inserção plena na vida social, política e econômica. Se considera que isto é justo, faça este pedido comigo. É uma oração: para que, em todos os países do mundo, as mulheres sejam honradas e respeitadas, e seja valorizada a sua imprescindível contribuição social”.
Já a intenção pela evangelização é dedicada ao Terço: “Para que se difunda nas famílias, comunidades e grupos a prática de rezar o santo Rosário pela evangelização e pela paz”.

|

segunda-feira, 2 de maio de 2016


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. Próximos da celebração de Pentecostes, as leituras falam sempre mais do Espírito Santo. De fato, os Atos dos Apóstolos referem que o Senhor abriu o coração de uma mulher de nome Lídia, uma comerciante de púrpura que na cidade de Tiatira ouvia as palavras de Paulo.
“Esta mulher sentiu algo dentro de si, que a levou a dizer: ‘Isso é verdade! Eu estou de acordo com aquilo que este homem diz, este homem que testemunha Jesus Cristo. O que ele diz é verdade!’. Mas quem tocou o coração desta mulher? Quem lhe disse: ‘Ouça, porque é verdade’? Foi precisamente o Espírito Santo que fez com que esta mulher sentisse que Jesus era o Senhor; fez com que sentisse que a salvação estava nas palavras de Paulo; fez com que esta mulher ouvisse um testemunho. O Espírito dá testemunho de Jesus. E todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós”, refletiu Francisco.
Perseguição
O Evangelho fala de um testemunho duplo: o Espírito que testemunha Jesus e o nosso testemunho. Nós somos testemunhas do Senhor com a força do Espírito. Jesus convida os discípulos a não se escandalizarem, porque o testemunho carrega consigo as perseguições. Das “pequenas perseguições das fofocas”, das críticas, àquelas grandes perseguições, de que “a história da Igreja está repleta, que leva os cristãos à prisão e os leva até mesmo a dar a vida”:
“É o preço do testemunho cristão, disse Jesus. ‘Expulsarão vocês das sinagogas e chegará a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus’. O cristão, com a força do Espírito, testemunha que o Senhor vive, que o Senhor ressuscitou, que o Senhor está entre nós, que o Senhor celebra conosco sua morte e ressurreição, toda vez que nos dirigimos ao altar. O cristão dá também testemunho, ajudado pelo Espírito, em sua vida cotidiana, com o seu modo de agir, mas muitas vezes este testemunho provoca ataques, provoca perseguições.”
“O Espírito Santo que nos fez conhecer Jesus”, concluiu o Papa, “é o mesmo que nos impele a torná-lo conhecido, não tanto com palavras, mas com o testemunho de vida”
“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus; dizer-lhe: Senhor, que eu não me distancie de Jesus. Ensina-me o que Jesus ensinou. Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho”.
|

domingo, 1 de maio de 2016


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje nos leva ao Cenáculo. Durante a Última Ceia, antes de enfrentar a paixão e morte na cruz, Jesus promete aos Apóstolos o dom do Espírito Santo, que terá a tarefa de ensinar e lembrar suas palavras para a comunidade dos discípulos. O próprio Jesus disse: "O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos tenho dito" (Jo 14:26). Ensinar e lembrar. E é isso que o Espírito Santo faz em nossos corações.

O momento é voltar para o Pai, Jesus prediz a vinda do Espírito que vai ensinar os primeiros discípulos a compreender cada vez mais plenamente o Evangelho, a aceitá-lo em suas vidas e torná-lo vivo e trabalhar como testemunha. Enquanto ele confia aos Apóstolos - o que significa precisamente "enviado" - a missão de anunciar o Evangelho em todo o mundo, Jesus promete que não estarão sozinhos: o Espírito Santo vai estar com eles, o Paráclito, que irá surgir ao lado deles, na verdade, será neles, para defendê-los e apoiá-los. Jesus retorna ao Pai, mas continua a acompanhar e ensinar aos seus discípulos o dom do Espírito Santo.

O segundo aspecto da missão do Espírito Santo é ajudar os apóstolos a lembrar das palavras de Jesus. A tarefa do Espírito é despertar a memória, lembrá-los das palavras de Jesus. O divino Mestre já informou tudo o que tinha a intenção de confiar aos Apóstolos: Ele, a Palavra encarnada, a revelação está completa. O Espírito vai lembrar os ensinamentos de Jesus em várias circunstâncias concretas da vida, para serem capazes de colocar em prática. É precisamente o que está acontecendo hoje na Igreja, guiados pela luz do Espírito Santo, que deveria levar a todos o dom da salvação, isto é, o amor e a misericórdia de Deus, por exemplo, quando você lê todos os dias. - como eu aconselhei - uma canção, uma passagem do Evangelho, pedindo ao Espírito Santo: "que eu compreenda e que eu lembre destas palavras de Jesus." E depois de ler a passagem, todos os dias ... Mas antes que a oração ao Espírito, dos nossos corações: "O que me lembro e que eu entendo."

Nós não estamos sozinhos: Jesus está perto de nós, entre nós, dentro de nós! Sua nova presença na história ocorre através do dom do Espírito Santo, através do qual você pode estabelecer uma relação viva com Ele, o Crucificado e Ressuscitado. O Espírito, derramado em nós através dos sacramentos do Batismo e da Confirmação, age em nossas vidas. Ele nos guia na nossa maneira de pensar, de agir, de distinguir o que é bom e o que é mau; Ele nos ajuda a praticar a caridade de Jesus, sua doação aos outros, especialmente aos mais necessitados.

Nós não estamos sozinhos! E o sinal da presença do Espírito Santo também é a paz que Jesus dá aos seus discípulos: "Eu vos dou a minha paz" (v 27).. É diferente do que os homens estão esperando ou tentando realizar. A paz de Jesus surge a partir da vitória sobre o pecado, o egoísmo que nos impede de amar uns aos outros como irmãos. É dom e sinal da presença de Deus. Todo discípulo, hoje chamado a seguir Jesus carregando a cruz, recebe em si mesmo a paz de Cristo ressuscitado na certeza de sua vitória, e na expectativa da sua vinda definitiva.

Que a Virgem Maria nos ajude a acolher com humildade o Espírito Santo como o Mestre interior e como uma memória viva de Cristo em nossa jornada diária.
Depois do Regina Coeli:

Queridos irmãos e irmãs,

Meu cordial pensamento se volta para os nossos irmãos das Igrejas Orientais que estão comemorando a Páscoa. O Senhor ressuscitado trás para todos os dons de sua luz e sua paz. Christos anesti! (Cristo Ressuscitou!, em grego).

Recebo com profunda tristeza, a trágica notícia vinda da Síria, sobre o espiral de violência que continua a agravar a situação humanitária já desesperada do país, especialmente na cidade de Aleppo, que acolhe vítimas inocentes, mesmo crianças, doentes e aqueles que com grande sacrifício se comprometeram a dar ajuda aos outros. Exorto todas as partes no conflito a respeitar a cessação das hostilidades e para fortalecer o diálogo em curso, o único caminho que conduz à paz.

A Conferência Internacional abre amanhã em Roma, discussão sobre o assunto: "O desenvolvimento sustentável e as formas mais vulneráveis ​​de emprego." Espero que o evento possa alertar as autoridades, instituições políticas, econômicas e da sociedade civil, para que possamos promover um modelo de desenvolvimento que leva em conta a dignidade humana, no pleno respeito das normas de trabalho e meio ambiente.

Saúdo-vos, aos peregrinos da Itália e de outros países. Em particular, saúdo os fiéis de Madrid, Barcelona e Varsóvia, bem como a Abraham Comunidade, envolvidos em projetos de evangelização na Europa, os peregrinos de Olgiate Comasco, Bagnolo Mella e os candidatos de Castelli Calepio.

Saúdo o "Meter" Associação, que por tantos anos vem lutando contra todas as formas de abuso infantil. Esta é uma tragédia! Não devemos tolerar o abuso de crianças! Temos de defender as crianças e devemos punir severamente os agressores. Obrigado por seu compromisso e continue com coragem neste trabalho!


Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de orar por mim. Bom almoço e adeus!

Fonte:Vaticano
|

sexta-feira, 22 de abril de 2016


Cidade do Vaticano (RV) - Anúncio, intercessão, esperança. É o trinômio sobre o qual o Papa Francisco meditou na manhã desta sexta-feira (22/04) em sua homilia. O Pontífice ressaltou a figura do cristão como uma pessoa de esperança, “porque espera que o Senhor retorne”, e exortou também a termos coragem para anunciar, como os Apóstolos, que testemunharam a Ressurreição de Jesus, arriscando a vida.
Três dimensões da vida cristã: anúncio, intercessão e esperança”. O Papa se inspirou nas leituras do dia para refletir sobre este trinômio que deve marcar a vida de quem crê. O coração do anúncio, para os cristãos, é que Jesus morreu e ressuscitou por nós, por nossa salvação.
Anunciar Jesus a custo de dar a vida, como faziam os Apóstolos
“Jesus está vivo! Este – recordou – é o anúncio dos Apóstolos ais judeus e pagãos de seu tempo, e que foi testemunhado também com a sua vida, com o seu sangue”.
“Quando João e Pedro foram levados ao Sinédrio, depois da cura do paralítico, e os sacerdotes os proibiram de falar do nome de Jesus, da Ressurreição; eles, com toda a coragem e a simplicidade diziam: ‘Não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos, o anúncio. E nós, cristãos pela fé, temos o Espírito Santo dentro de nós, que nos faz ver e escutar a verdade sobre Jesus, que morreu por nossos pecados e ressuscitou. Este é o anúncio da vida cristã: Cristo é vivo! Cristo ressuscitou e está entre nós na comunidade, nos acompanha no caminho”.  
Muitas vezes, comentou, “fadigamos em receber este anúncio, mas Cristo ressuscitado é uma realidade e é necessário dar testemunho disso”, como afirma João. 
Jesus intercede por nós mostrando as Suas chagas ao Pai
Depois da dimensão do anúncio, Francisco dirigiu seu pensamento à intercessão. Durante a Ceia da Quinta-feira Santa, afirmou, os Apóstolos estavam tristes e Jesus lhes diz: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Vou preparar um lugar para vós”:
“Que isso quer dizer? Como Jesus prepara o lugar? Com a sua oração por cada um de nós. Jesus reza por nós e esta é a intercessão. Jesus trabalha neste momento com a sua oração por nós. Assim como disse a Pedro uma vez, “Pedro rezei por ti’, antes da Paixão, também agora Jesus é o intercessor entre o Pai e nós”.
Jesus é realmente a nossa esperança?
E como Jesus reza?, questionou Francisco, que responde: “Eu acredito que Jesus faça ver as chagas ao Pai, porque ele as levou consigo depois da Ressurreição: mostra as chagas ao Pai e nomeia cada um de nós”. Esta é a oração de Cristo, acrescentou. “Neste momento, Jesus intercede por nós: é a intercessão”. Por fim, o Papa falou da terceira dimensão do cristão: a esperança. “O cristão – disse ele – é uma mulher e um homem de esperança, que espera a volta do Senhor”. Toda a Igreja, prosseguiu, “aguarda a vinda de Jesus: Ele voltará. E esta é a esperança cristã”:
“Podemos nos perguntar, cada um de nós: como é o anúncio na minha vida? Como é a minha relação com Jesus que intercede por mim? E como é a minha esperança? Acredito realmente que o Senhor ressuscitou? Acredito que o Pai reza por mim? Toda vez que o chamo, Ele está rezando por mim, intercede. Acredito realmente que o Senhor voltará, virá? Nos fará bem perguntar isso sobre a nossa fé: acredito no anúncio? Acredito na intercessão? Sou um homem ou uma mulher de esperança?”
|

quarta-feira, 20 de abril de 2016



Papa Francisco  

Lágrimas do perdão da pecadora (Lc 7,36-50)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje queremos nos deter sobre um aspecto da misericórdia bem representado pela passagem do Evangelho de Lucas que ouvimos. Isso é algo que aconteceu a Jesus enquanto ele era um hóspede de um fariseu chamado Simão. Ele queria convidar Jesus para sua casa porque ele tinha ouvido falar coisas boas sobre ele, como sendo um grande profeta. E enquanto Jesus está sentado no almoço, entra uma mulher conhecida por todos na cidade como uma pecadora. Esta, sem uma palavra, se coloca aos pés de Jesus e explode em lágrimas; as lágrimas molham os pés de Jesus e ela os seca com seus cabelos, em seguida, beija-os e unge-os com um óleo perfumado que trouxe consigo.

Destaca-se a comparação entre as duas figuras: a de Simão, o servo zeloso da lei, e da mulher, pecadora anônima. Enquanto o primeiro julga os outros de acordo com as aparências, o segundo com seus gestos expressa a sinceridade de seu coração. Simão, apesar de ter convidado Jesus, não quer se comprometer ou envolver sua vida com o Mestre; a mulher, ao contrário, confiou plenamente nele com amor e reverência.

O fariseu não entendia porque Jesus se deixava  "contaminar" por pecadores. Ele achava que, se o Mestre fosse realmente um profeta, deveria reconhecê-los e mantê-los longe para evitar ser manchado, como se fossem leprosos. Essa atitude é típica de uma certa maneira de entender a religião, e é motivada pelo fato de que Deus e o pecado são radicalmente opostos. Mas a Palavra de Deus nos ensina a distinguir entre o pecado e o pecador: com o pecado não se deve ter um compromisso, enquanto os pecadores - isto é, todos nós! - somos como o doente, que deve ser tratado, e você tem que tratá-los como médico, se aproximar deles, visitá-los, tocá-los. E, claro, o doente para ser curado, deve reconhecer que ele têm necessidade de um médico!

Entre o fariseu e a mulher pecadora, Jesus tomou o partido da última, pois livre de preconceitos que impedem a misericórdia. Ele, o Santo de Deus, o próprio Ser tocado por você sem medo de ser contaminado. Jesus é livre, porque está perto de Deus que é o Pai das misericórdias. E esta proximidade de Deus, o Pai misericordioso, dá a Jesus a liberdade. Na verdade, ao entrar em um relacionamento com o pecador, Jesus põe fim a esse estado de isolamento em que o julgamento impiedoso do fariseu e seus concidadãos se encontram e diz a ela: "Seus pecados estão perdoados" (v 48).. A mulher agora pode, portanto, ir "em paz". O Senhor viu a sinceridade de sua fé e de sua conversão; Ele na frente de todos proclama: "A tua fé te salvou" (v 50).. A partir de uma hipocrisia do advogado, do outro lado da sinceridade, humildade e fé das mulheres. Somos todos pecadores, mas, muitas vezes,  nós caimos na tentação da hipocrisia, acreditando ser melhor que os outros, e dizer: "Olhe para o seu pecado ...". Nós todos temos que estar assistindo nossos pecados, nossas quedas, nossos erros e olhar para o Senhor. Esta é a linha de salvação: a relação entre o "eu" pecador e o Senhor. Se estou certo, esta relação de salvação não é dada.

Neste ponto, uma surpresa ainda maior entre todos os comensais: "Quem é este que até perdoa pecados?" (V. 49). Jesus não dá uma resposta explícita, mas a conversão do pecador está diante dos olhos de todos e mostra que nele brilha o poder da misericórdia de Deus, capaz de transformar corações.

A mulher pecadora nos ensina a ligação entre a fé, o amor e gratidão. Nela foram perdoados "muitos pecados" e, portanto, muito ama; "Em vez disso, a quem pouco se perdoa, pouco ama" (v. 47). Mesmo Simão tem que admitir, que ele ama mais aquele a quem foi perdoado mais. Deus envolveu todos no mesmo mistério da misericórdia; e por esse amor, que sempre nos precede, todos nós aprendemos a amar. Como São Paulo nos lembra: "Em Cristo, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça. Ele tem derramado em abundância sobre nós "(Ef 1,7-8). Neste texto, a palavra "graça" é praticamente sinônimo de misericórdia, e estes são concebidos em “abundância ”, porque ele implementa o plano de salvação de Deus por cada um de nós.

Queridos irmãos, gratos pelo dom da fé, damos graças ao Senhor por seu amor tão grande e imerecido! Deixemos que o amor de Cristo seja derramado em nós: por este amor, o discípulo alcança e é alcançado; desse amor todo mundo pode se nutrir e se alimentar. Assim,nós derramamos a nossa volta o amor gratuito, em nos nossos irmãos, em nossas casas, na família, na sociedade se comunica a todos a misericórdia do Senhor.

De coração, saúdo os peregrinos brasileiros da Comunidade Obra de Maria e todos os presentes de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade do Senhor Jesus, e testemunhar a todos a sua grande bondade e misericórdia! Desça generosamente a sua Benção sobre vós e vossas famílias.

APELO
A população da Ucrânia sofre a algum tempo em consequências dos conflitos armados. Como você sabe, eu convidei a Igreja na Europa a apoiar a iniciativa de atender a essa emergência humanitária. Agradeço de antemão a quem irá contribuir generosamente para esta iniciativa, que terá lugar no próximo domingo 24 de abril.


Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua italiana. Tenho o prazer de dar boas-vindas com particular afeto os fiéis da Diocese de Pesaro, Biella, Nicosia e Ozieri, acompanhados pelos seus Bispos Mons Coccia, Mons Mana, Mons Mason e Bishop Melis:.... Espero que a vossa peregrinação jubilar inspire em vocês o desejo de se tornarem mais e mais testemunhas da misericórdia e fazerem suas ricas comunidades do dinamismo da fé e espírito missionário. Saúdo os médicos participantes do Congresso Europeu "terapia da dor e cuidados paliativos"; a peregrinação do Movimento Apostólico; União religiosa dos Superiores Maiores da Itália e da Fundação "Ajuda-os a viver" em Terni.

Dirijo uma saudação especial para os jovens, os doentes e recém-casados. Amanhã nós nos lembramos de St. Anselmo de Aosta, Bispo e Doutor da Igreja. O exemplo de sua vida irá  empurrá-lo, queridos jovens, especialmente vocês Aversa e Ascoli Piceno, para ver o misericordioso Jesus, o verdadeiro mestre de vida; sua intercessão obtenha para vós, queridos doentes, a serenidade e a paz no mistério da cruz; e sua doutrina será um estímulo para vós, queridos recém-casados, para se tornarem educadores de seus filhos com a sabedoria do coração.

Fonte:Vaticano
Tradução:Exclusiva
|

domingo, 17 de abril de 2016

Papa Francisco
Praça de São Pedro 


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje ( cf. Jo 10,27-30) nos dá algumas expressões ditas por Jesus durante a festa da dedicação do templo em Jerusalém, que foi celebrado no final de dezembro. Ele está bem na área do templo, e talvez esse espaço sagrado fechado sugere a imagem do rebanho e do pastor. Jesus se apresenta como "o bom pastor" e diz: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão "(Jo 10,27-28.). Estas palavras nos ajudam a compreender que ninguém pode ser um seguidor de Jesus, se não escuta sua voz. E este "escuta" não deve ser entendido de uma forma superficial, mas viciante, como para tornar possível uma verdadeira compreensão mútua, o que pode vir de uma sequência generosa, expressa nas palavras "e elas me seguem" (Jo 10,27). Não é apenas um ouvido, mas uma escuta do coração!

Portanto, a imagem do pastor e as ovelhas indicam a estreita relação que Jesus quer estabelecer com cada um de nós. Ele é o nosso guia, nosso mestre, nosso amigo, nosso modelo, mas acima de tudo é o nosso Salvador. Na verdade, a próxima frase do Evangelho diz: "Eu lhes dou a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10,28). Quem pode falar assim? Só Jesus, porque a "mão" de Jesus é uma com a "mão" do Pai, e o Pai é "o maior de todos" (Jo 10,29).

Estas palavras transmitem uma sensação de absoluta segurança e imensa ternura. A nossa vida é totalmente segura nas mãos de Jesus e do Pai, que são um só: um amor, uma misericórdia, revelado de uma vez por todas no sacrifício da cruz. Para salvar as ovelhas perdidas, que somos todos nós, o pastor se tornou cordeiro e se deixou ser sacrificado para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo. Desta forma, ele nos deu a vida, mas a vida em abundância (cf. Jo 10,10)! Este mistério é renovado, em uma humildade sempre surpreendente, a mesa eucarística. É onde as ovelhas se reúnem para se alimentar; é aí que se tornam um, entre eles e o Bom Pastor.

É por isso que já não tememos as nossas vidas que estão agora a salvo da perdição. Nada e ninguém pode arrebatar das mãos de Jesus, para que nada e ninguém possa ganhar seu amor. O amor de Jesus é invencível! O mal, o grande inimigo de Deus e das suas criaturas, tenta de várias maneiras arrebatar a vida eterna. Mas o mal não pode fazer nada se não abrirmos as portas da nossa alma, após a sua bajulação enganosa.
A Virgem Maria ouviu e seguiu obedientemente a voz do Bom Pastor. Que Ela nos ajude a acolher com alegria o convite de Jesus para nos tornarmos seus discípulos, e sempre viver na certeza de estar nas mãos paternais de Deus.

Depois do Regina Coeli:

Queridos irmãos e irmãs,

Agradeço a todos que nos apoiaram em oração a visita que fiz ontem na ilha de Lesbos, na Grécia. Aos refugiados e ao povo grego, eu trouxe a solidariedade da Igreja. Estavam comigo, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu e arcebispo Ieronymos de Atenas e de toda a Grécia, o que significa a unidade na caridade de todos os discípulos do Senhor. Visitamos um dos campos de refugiados: do Iraque, Afeganistão, Síria, da África, de tantos países ... Nós acolhemos cerca de 300 desses refugiados, um por um. Todos os três: o patriarca Bartolomeu, o arcebispo Ieronymos e eu. Muitos deles eram crianças; algumas dessas testemunharam a morte de seus pais e de seus companheiros, alguns se afogaram no mar. Vi tanta dor! E eu quero dizer sobre um caso particular, um jovem, que não tinha mais de 40 anos. Conheci-o ontem, com seus dois filhos. Ele é um muçulmano e ele me disse que ele era casado com uma mulher cristã, que amava e respeitava o outro. Mas, infelizmente, esta menina foi abatida por terroristas, porque ela se recusou a negar a Cristo e abandonar sua fé. É um mártir! E o homem estava chorando tanto ...

Na noite passada, um violento terremoto atingiu o Equador, deixando muitas vítimas e causando grandes danos. Oremos por essa população; e também pelo Japão, onde  houveram alguns tremores de terra nos últimos dias. A ajuda de Deus e do próximo dará a eles força e apoio.

Hoje é o Dia Mundial da Oração pelas Vocações. Somos convidados a rezar pelas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. E neste dia, eu ordenei onze novos sacerdotes. Renovo a minha saudação aos novos sacerdotes, para as famílias e amigos; e convido todos os sacerdotes e seminaristas para participar do Jubileu, nos três primeiros dias de junho. E para você jovens, rapazes e moças, que estão na Praça de São Pedro: Pensa se Senhor não irá chamá-lo para consagrar a sua vida a seu serviço, tanto no sacerdócio, tanto na vida consagrada.

Saúdo com afeto todos vós, peregrinos da Itália e de várias partes do mundo. Há famílias, grupos religiosos, escolas e associações: Eu abençoo a todos. Saúdo em particular os fiéis de Madrid, São Paulo e Varsóvia; bem como as peregrinações das dioceses de Cerreto Sannita-Telese-Sant'Agata dei Goti e Siena-Colle di Val d'Elsa-Montalcino, acompanhado pelos bispos; os fiéis de Specchia e Verona; o Chorale Laurentian Mortara e o grupo "Os pais para cuidados intensivos neonatal."

Eles estão próximos de muitas famílias preocupadas com a questão de trabalho. Penso de modo particular na situação precária dos trabalhadores italianos do Call Center : Eu espero que tudo irá, sempre, prevalecer sobre a dignidade da pessoa humana e não sobre os interesses especiais.

Desejo a todos um bom domingo. E por favor, não se esqueçam de orar por mim. Bom almoço e adeus!


 Tradução Exclusiva
|

sábado, 16 de abril de 2016

Cidade do Vaticano (RV) - O primeiro compromisso de Francisco, em Lesbos, na manhã de sábado (16/04), foi a visita ao campo de refugiados de Mòria, onde cumprimentou 150 menores e 250 pessoas que pedem asilo político. O encontro foi marcado pelas súplicas de alguns refugiados ao encontrarem os líderes religiosos.
Em seu discurso aos migrantes, o Papa expressou sua alegria por estar ali e reafirmou sua solidariedade para com eles:
“Hoje quis estar aqui com vocês. Quero dizer-lhes que não estão sozinhos. Ao longo destes meses e semanas, vocês sofreram inúmeras tribulações à busca de uma vida melhor. Muitos se sentiram obrigados a fugir de situações de conflito e perseguição, sobretudo por amor aos seus filhos pequeninos. Suportaram grandes sacrifícios por amor das suas famílias; sentiram a amargura de deixar todos os seus bens, sem saber qual o destino que lhes aguarda”.
“Vim aqui, disse Francisco, com meus irmãos, o Patriarca Bartolomeu I e o Arcebispo Hieronymos II, para estar com vocês e ouvir seus dramas. Viemos para chamar a atenção do mundo para esta grave crise humanitária e solicitar uma resolução”.
Esforço mundial
“Como pessoas de fé, acrescentou  o Papa, queremos unir nossas vozes para falar abertamente em nome de vocês, esperando que o mundo preste atenção a estas situações trágicas e as resolva de modo digno”.
Muitos, afirmou o Pontífice, aproveitam de tais tribulações, mas outros tentam ajudar com generosidade. E deixou a seguinte mensagem aos refugiados:
“Não percam a esperança! O maior dom que podemos dar uns aos outros é o amor; um olhar misericordioso; a solicitude de ouvirmos e compreendermos; uma palavra de encorajamento; uma oração. Oxalá possam partilhar este dom uns com os outros”.
Aqui, o Santo Padre recordou o episódio do Bom Samaritano, uma parábola alusiva à misericórdia de Deus, destinada a todos. Ele é Misericordioso! E concluiu:
“Que todos os nossos irmãos e irmãs, neste continente, possam – à semelhança do Bom Samaritano – ir ao seu auxílio, animados por aquele espírito de fraternidade, solidariedade e respeito pela dignidade humana, que caracterizou a sua longa história. Queridos amigos, que Deus os abençoe, especialmente as crianças, os idosos e os que sofrem no corpo e no espírito. Sobre vocês e quem os acompanha, invoco os dons divinos da fortaleza e da paz”.
Após o discurso, foi assinada uma Declaração Conjunta entre Francisco,  o Patriarca Bartolomeu I e o Arcebispo Hieronymos II.

|